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Discussão sobre 'cura gay' opõe deputados em audiência na Câmara

'Canalhas', xingou Bolsonaro, em protesto contra 'esculhambação da família'.
Jean Wyllys e Erika Kokay criticaram proposta que permite 'tratamento'

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e o deputado João Campos (PSDB-GO), durante audiência sobre o projeto que permite 'cura gay' (Foto: Alexandra Martins/Agência Câmara)Os deputados Jean Wyllys e João Campos, durante
audiência sobre o projeto que permite 'cura gay'
(Fotos: Alexandra Martins/Agência Câmara)
Uma discussão acalorada opôs deputados e militantes em audiência realizada nesta quinta-feira (28) na Câmara dos Deputados para debater um projeto que permite a psicólogos realizar tratamento para pessoas que querem deixar a homossexualidade. A sessão reuniu psicólogos, parlamentares e manifestantes a favor e contra a proposta.
Apelidado de "cura gay", o projeto, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, quer vetar a validade de dois dispositivos da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia que impedem psicólogos de usar a mídia para reforçar preconceitos ou propor tratamento para homossexuais.
A escritora e psicóloga com especialização em sexualidade Marisa Lobo, a favor da proposta, afirmou que é um argumento questionável não definir o homossexualidade como sendo uma doença. Ela argumenta que a retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID) em 1990 foi feita por votação. Para ela, a ciência ainda "não tem entendimento do que é a homossexualidade".
Marisa afirmou que é contra profissionais que querem tratar homossexuais levados pelo preconceito, mas é preciso respeitar a vontade dos pacientes. Ela disse que a resolução do Conselho é arbitrária porque "impede que profissionais reprimam opções sexuais em pacientes, mas eles [psicólogos] devem atender aos pedidos solicitados por quem vai ao seu consultório".

O Conselho Federal de Psicologia não enviou representante, mas encaminhou um manifesto à comissão contra a proposta. A nota considera como "preocupante" o fato de um projeto estar "sendo utilizado para atender interesses personalísticos ao invés de estar a serviço do bem comum".
Afirma ainda que o projeto, por querer alterar normas e procedimentos em tratamentos psicológicos, "pode ser objeto de questionamento judiciário, inclusive com o argumento de sua inconstitucionalidade, já que o PDC flagrantemente exorbita a função do Congresso".
'Homofobia'
Manifestantes criticaram a fala de Marisa Lobo com cartazes falando que a "cura" da homossexualidade é uma forma de perpetuar a homofobia. Marisa se defendeu dizendo que não possui preconceito algum contra gays e ressaltou que seu "cabeleireiro e dermatologista são homossexuais".
A psicóloga afirmou também que pacientes com egodistonia, que é a não-aceitação de um indivíduo sobre sua orientação sexual e querer mudá-la, precisam ter o direito de se "curarem", se assim for demandado.

O coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara, deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), afirmou que ficou "constrangido" com as explicações. "Orientação sexual e identidade de gênero são coisas que não confundem. Uma pessoa não pode se valer disso para querer curar uma pessoa por ser homossexual", disse o parlamentar.
Manifestantes gays exibem cartazes contra o projeto na Câmara (Foto: Rafael dos Santos/G1)Manifestantes gays exibem cartazes contra o projeto
na Câmara (Foto: Rafael dos Santos/G1)
Para ele, a proposta da psicóloga só fortalece a egodistonia. "É óbvio que alguém homossexual vai ter egodistonia, mas por viver numa cultura homofóbica que rechaça e subalterniza sua homossexualidade. O certo seria colocar o ego em sintonia com seu desejo, é sair da vergonha para o orgulho", afirmou Jean Wyllys.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) também criticou a proposta e afirmou que autorizar a "cura" para casos de homossexualismo "constrange a cidadania e a pessoa humana".  Logo após suas falas, Jean Wyllys e Erika Kokay se retiraram do plenário em repúdio ao projeto do deputado João Campos (PSDB-SP).

'Autonomia'
Autor do projeto, Campos defendeu a "autonomia do paciente" como um dos princípios da medicina. Para ele, vetar o tratamento "é como se o Conselho Federal de Psicologia considerasse o homossexual um ser menor, incapaz de autodeterminação", argumentou.
Ele também criticou a militância gay. "Você pode discordar de todos nesse país, mas se discordar de militantes homossexuais você é homofóbico. Nós vivemos a democracia. É preciso que as pessoas respeitem as diferenças e os diferentes", afirmou.
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), durante audiência sobre 'cura gay' (Foto: Alexandra Martins/Agência Câmara)Jair Bolsonaro (PP-RJ), em audiência sobre
'cura gay' (Foto: Alexandra Martins/Ag. Câmara)
'Esculhambação da família'Ao final da sessão, já esvaziada, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), crítico notório do movimento LGBT, xingou militantes gays, em protesto contra iniciativas do governo contra a homofobia, como o "kit gay", material que seria distribuído em escolas pelo Ministério da Educação, mas acabou vetado pela presidente Dilma Rousseff no ano passado.

"Canalhas! Canalhas! Emboscando crianças nas escolas! Canalhas mil vezes! (...) Não queiram estimular crianças, os filhos de vocês aqui, que ganham um salário mínimo, a receber uma carta de material homoafetivo nas escolas!".

Bolsonaro afirmou que o que está em jogo com a proposta de decreto é a "esculhambação da família" e disse que Wyllis e Kokay, que já não estavam na sala, estariam militando "em causa própria".

Audiência Pública – Dia do Orgulho LGBT

Audiência Públic – Dia do Orgulho LGBT

A Professora Milene, solicitou audiência pública para o dia 22 de junho às 9h (sexta-feira), para tratar das políticas públicas de combate a Homofobia em Belém, tendo em vista que no dia 28 de junho é comemorado o dia do orgulho LGBT.

A Audiência Pública será realizada no salão plenário da Câmara Municipal de Belém, e pretende reunir representantes do movimento LGBT, ativistas, juristas, autoridades e sociedade em geral.

“A importância em debater e esclarecer sobre tal tema é um dos caminhos a seguir em busca de uma atitude positiva de sermos firmes e sinceros e não aceitarmos nenhum ato de discriminação e adotarmos uma não violência como bandeira de luta, além de ser uma das bases fundamentais para ampliação e fortalecimento do exercício da cidadania no Brasil.”, destaca a Professora Milene.



Texto: ASCOM – Gab. Vereadora Milene

Deputados traidores do povo aprovam PPPs do Jatene


Deputados traidores do povo aprovam PPPs do Jatene
Qui, 21 de Junho de 2012 00:00   PDFImprimirE-mail
Pauta na Alepa foi destravada em troca de liberação de emendas no período eleitoral
O projeto 210/2011 de autoria do Governo do Estado que permite as tão faladas Parcerias Público-Privadas (PPP’s) em 14 setores do Estado foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado, por 23 a 8 votos, ontem pela manhã na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa).
Fomos informados que esse projeto entraria em pauta de discussão e votação ontem, depois de ter começado a  sessão. Ao tomarmos conhecimento de que o presidente da Alepa colocara sorrateiramente essa matéria em votação, toda a diretoria do Sindicato juntamente com o vereador Otávio Pinheiro (PT) se dirigiram imediatamente para a Assembleia Legislativa. Tanto o Sindicato quanto a bancada do PT e do PSOL foram pegos de surpresa, nos deixando sem ter como mobilizar a categoria.
Para agilizar a votação, o presidente daquele poder determinou que fossem realizadas tantas quantas e sucessivas sessões fossem necessárias para a aprovação do projeto.
Tudo indica que o governo conseguiu destravar a pauta na Alepa ao obter permissão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para liberar emendas de até R$ 1 milhão para cada deputado a serem executadas no orçamento do Governo do Estado deste ano, conforme notícia divulgada nos jornais de ontem. Esse fato fez o governo conseguir o voto de 23 deputados (veja lista abaixo).
A manobra vai possibilitar que deputados obtenham recursos públicos em ano eleitoral. O Governo também vai lucrar, pois poderá fazer parcerias com empresas privadas.
Quem se ferrou foi o povo, que terá mais privatização. E privatização rima com piora nos serviços, desemprego e aumento de tarifa, como está acontecendo na Celpa. O movimento sindical e os trabalhadores dos setores atingidos tentaram impedir esse golpe. Foram oito meses de luta pressionando para que os deputados dissessem não à privatização.
Essa luta na verdade vem desde 2009 e 2010, quando encampamos a batalha contra o projeto do prefeito que visava também o repasse da Cosanpa à iniciativa privada. E vamos continuar trabalhando para que a Cosanpa se mantenha uma empresa pública. Não estamos derrotados, perdemos uma batalha e não a guerra. Devemos nos manter atentos e mobilizados para defender não somente a empresa, nossos empregos e melhores serviços à população: nossa reivindicação é pela recuperação da Cosanpa via investimento público e não através do repasse à iniciativa privada, pois essa só visa o lucro e não a saúde e a vida da população.
Não podemos permitir que aconteça com a Cosanpa o que ocorreu com a Celpa, na qual um grupo privado veio, demitiu, não investiu, piorou o serviço, aumentou a tarifa e agora declara a quase falência. Essa é a marca dos governos tucanos, aprova seus projetos sem discussão com a sociedade.
O povo do Pará precisa da Cosanpa pública e do governo cumprindo seu dever de proporcionar o bem estar da população e seu compromisso de campanha de que não iria privatizar a Cosanpa.
A Cosanpa precisa de investimento e não de privatização! Fique atento!
Três emendas foram rejeitadas
O deputado Carlos Bordalo (PT) ainda apresentou três emendas ao projeto que institui no Pará as PPPs, mas foram rejeitadas.
O projeto determina que a participação das empresas privadas nesse tipo de negócio com o Governo do Estado seja de 70%. Bordalo tentou aprovar emenda determinando que a participação das empresas privadas fosse de 40% e 60% do governo, como forma de manter o poder público majoritário na empresa pública. Essa emenda foi derrotada por 18 a 9 votos.
Outra emenda referia-se à possibilidade de empresas públicas participarem das licitações para as PPPs. Esse placar foi de 18 a 8 votos.
O deputado tentou ainda incluir no Conselho Gestor de Parceria Público-Privada membros da sociedade civil organizada, o que permitiria o chamado controle social. Essa emenda foi derrotada por 14 a 12 votos.
Votaram a favor da privatização do Pará
PSDB
1. Alexandre Von
2. Ana Cunha
3. Cilene Couto
4. José Megale
5. Manoel Pioneiro
PSB
6. Cassio Andrade
7. Raimundo Belo
PMDB
8. Chicão
9. Josefina Carmo
10. Martinho Carmona
11. Parsifal Pontes
PTB
12. Eduardo Costa
13. Tião Miranda
PR
14. Eliel Faustino
15. Raimundo Santos
PSD
16. Fernando Coimbra
17. Júnior Ferrari
PV
18. Gabriel Guerreiro
DEM
19. Haroldo Martins
20. Márcio Miranda
PMN
21. Nélio Aguiar
PRB
22. Pastor Divino
PSC
23. Hilton Aguiar
Votaram contra a privatização
PT
1. Bernadete Ten Caten
2. Carlos Bordalo
3. Edilson Moura
4. Milton Zimmer
5. Alfredo Costa
6. Valdir Ganzer
7. Zé Maria
PSOL
8. Edmilson Rodrigues
*Dez deputados deixaram de votar


Quem será será eleito PREFEITO DE MARAPANIM, nas Eleições de 2012?

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O PT NACIONAL RESSUSCITA MORTOS. PÉSSIMOS MORTOS!

O PT nacional parece querer ressuscitar mortos. Péssimos mortos. A política precisa de renovação, novos quadros, novas relações para avançar para o futuro. Esse passo de aproximação com FIGURAS NON GRATAS, da política brasileira, parece extremamente retrógrado e de mau gosto. A relação nacional é com o partido PP. Nós é que devemos dizer quem queremos que fale, quando for preciso falar sobre o governo. Nós é que devemos dizer com que lideranças partidárias o governo e o partido merecem andar.

Gisely Mendes a estrela do Murinin

  Há 30 anos se inicia uma linda história de amor ao próximo,dado início pela saudosa Dona Alda Mendes,uma grande mulher guerreira que se fo...