Parabens Claudio Puty. As riquezas do mundo não valem um bom amigo.



Gratidão ao Amigo

Quero muito agradecer ao companheiro Claudio Puty,por tudo que ele que  me
proporcionou com sua atenção, e amizade... , nunca olhado a quem ajuda... sempre fazendo com dedicação ...
E queria agradecer a ele por tudo que me ajudou
com sua amizade...
Você é uma daquelas pessoas raras com um
objetivo único de dar alegrias as pessoas que lhe cercam...
você sempre está pronto a ajudar não importando quem...
quero agradecer de coração por tudo que você me ajudou a realizar...
Que Deus pague tudo isso...
pois com certeza nunca poderei pagar.
obrigado por tudo...

Homenagem do Blog a todos os Pais.

Ser pai é ser companheiro,
construindo no ninho familiar a grandeza dos filhos,
para alicerçar valores que edificam a sociedade.
Ser pai é ser jardineiro,
plantando raízes de virtudes com mãos delicadas,
para que o lar seja sementeira de luz e de verdade.
Ser pai é ser herói,
protegendo o espaço sagrado de seu templo-família,
cultivando no coração dos filhos o germe da harmonia.

Convite do Deputado Ganzer ao Blog.

12/08/2011

CONVITE A VOCÊ CONTRA A DIVISÃO DO ESTADO

Venha fazer parte da frente parlamentar em defesa do Pará, contra a criação dos Estados Tapajós e Carajás. Dia 16/08 às 14h na Assembleia Legislativa do Estado (ALEPA). Auditório João Batista.
Conto com a sua presença.


Um grande abraço,


Valdir Ganzer
Deputado do PT

Morte do pai, fim das regras, zero na educação familiar.

Ezivandro Santos
Crianças a solta nas ruas, desorientadas. Adolescentes envolvidos em atos ilícitos. Jovens como manchete de jornal, protagonizando homicídios, inclusive de pais ou namoradas. Até nas escolas os episódios de barbárie se repetem. Algumas pessoas atribuem como fatores a tais ocorrências a forma branda como a lei se impõe (o Estatuto da Criança e do Adolescente, sobretudo). Muitas acusam a desqualificação dos professores e a falência da instituição escolar na socialização dos mais novos. Outros acusam o Estado, a mídia e a sociedade de, em suas permanentes exibições de truculência, incentivarem os mais novos a reproduzirem ao que assistem. Nós aqui nos deteremos em avaliar que tarefas cabem às famílias em tal contexto e de que forma a diluição familiar pode estar contribuindo para tais violências envolvendo infanto-juvenis.
A ausência da função paterna
Estudiosos da alma humana destacam o exercício de duas funções na formação de nossas personalidades, quais sejam: a função paterna e a função materna que durante nossa infância consolidam nossos conteúdos internos mais significativos. Mas o que seria a função paterna e por que se fala de sua ausência? Antes, precisamos entender o que é a função materna: atitudes em ralação a criança no sentido de ouvi-la, acolhê-la, dar carinho, atenção e colo. Já a função paterna é exercida com mais dureza: exige maturidade, apresenta as cobranças sociais (Estude! Trabalhe! Vá à luta! Não se acomode! Você tem que aprender a conquistar com seu próprio esforço...), impõe limites (Não vais fazer assim! Não temos condições financeiras pra isso! Nós não admitimos isso na nossa família!). É essa cobrança por obediência às regras que tem sido ausente nas famílias. O não aprendizado na infância para que se conviva com limitações impostas, com as adversidades da vida, com a necessidade de tolerância e esforço para conquistas pessoais, resultariam nas atitudes de crise das novas gerações com as atuais convenções sociais (Regras, leis, tradições, valores, princípios que a sociedade tem por justos).
É somente o pai quem exerce a função paterna? Não. Essa função pode ser exercida por pessoas de qualquer alinhamento parental ou sexo, desde que componha o núcleo familiar: um tio ou tia, avó, irmão mais velho, madrinha, padrasto, prima. Por vezes, a mãe exerce a função paterna, e vice-versa – isso depende do perfil psicológico de cada um. Em outras ocasiões a mãe exerce as duas funções. Não há prejuízo, portanto, para formação da personalidade das pessoas, a ausência de uma pessoa do sexo masculino (o pai) ou feminino (a mãe) durante a educação dos infantos. É possível inclusive que tais referenciais sejam encontrados em um vizinho, professor ou um amigo da família por quem a criança tenha apreço, admiração e afeto.
Auto-reflexão: Quem na minha formação teria exercido mais claramente a função paterna, me disciplinando? Na formação da minha personalidade, qual função, materna ou paterna, teria me marcado mais? Ao exercer uma dessas funções, com qual delas eu me identifico mais?

O medo de dizer não e suas consequências
Os pais temem, hoje, dizer não aos filhos. E quando o fazem, não tardam em ceder. Nossa sociedade foi tomada pelo princípio do prazer absoluto e ininterrupto, onde querer intervir negativamente na educação das crianças, soa como ameaça de traumas, autoritarismo e rende título de tradicional. Todos almejam ser “modernos”, demonstrar total proximidade com os mais jovens e vivenciar uma relação harmoniosa, romantizada com seus filhos. Esquece-se que com conflitos se cresce. A vida é composta também de adversidades e desde cedo devemos aprender a encará-las e nos fazermos psiquicamente robustos para superá-las. As consequências de uma educação na infância em que sempre se diz “sim” e tudo é dado, sem necessidade de esforço é, na vida adulta, um raquitismo psíquico em que se perdem em stresses e depressões, ou em rebeldias contra tudo e contra todos, por não se ter capacidade de enfrentamento da realidade ou falta habilidade emocional para construir alternativas aos problemas cotidianos. Dizem: “O moleque, quando não encontra quem lhe eduque em casa, encontrará disciplina no cassetete do policial”.
Muitos sujeitos, educados para o prazer (nunca para peitar os limites e a dor), acomodados na eterna satisfação de suas necessidades, não tolerarão as regras institucionais: fidelidade conjugal, disciplina e empenho escolar, exigências trabalhistas – isso os fará querer trocar de família, escola e emprego, permanentemente. Vigora certa cultura do atendimento dos direitos individuais, em detrimento das obrigações institucionais. Nesse contexto, ganha força: o malandro, o adulto infantilizado, o esperto trapaceiro, o imprudente, o delituoso inconsequente. Nada parece ser capaz de deter a impetuosa busca de satisfação de impulsos ante-sociais. Os desafios que ridicularizam a inoperância da segurança pública demonstram ter raízes nesse novo ordenamento social e na fragilização das famílias disfuncionais, por falta de quem exerça, sobretudo a função paterna.
Auto-reflexão: Eu consigo recordar de alguma família onde falta alguém que exerça a função paterna? Quais as características de um grupo familiar onde faltam a disciplina e a colocação de limites? O que eu julgo ser necessário dizer a quem reage aos limites com rebeldias agressivas ou com comportamentos depressivos?

Família, lugar de crescimento com disciplina e afeto
Não cabe à família, isoladamente, conter a imensa avalanche de nosso desordenamento social. Contudo, não há perspectivas de paz social sem que existam um Estado cumpridor de suas obrigações sociais, uma escola participativa e a serviço da comunidade, e a família, com toda a sociedade, assumindo cada um, o seu quinhão na construção dessa sociedade de homens e mulheres livres e solidários. Será na família – mas não somente nela - que se construirão a personalidade e os valores desse novo ser.
Que pistas seria possível percorrer para que as famílias dêm essa contribuição desejada? Não existem receitas, nesse sentido. Cada família tem sua história e está inserida num contexto concreto. Porém vale a pena pensarmos como que ela tem se organizado nos seguintes aspectos:
Biologicamente: Cultiva-se a observância de regras para higiene pessoal e da residência? Há cobrança de horários para fazer refeições, dormir o necessário (e apenas o necessário) e tomar banho? Existe instrução e zelo para que se cuidem das exposições a riscos de acidentes, doenças e bons hábitos alimentares?
Afetivamente: Ensina-se bons modos para com os outros? (respeitar os mais velhos, ser fraterno com os irmãos, solidário com os colegas, obediente aos pais...). Cuidar de animais e plantas como seres vivos? Permite-se a livre expressão dos pensamentos e sentimentos para que se reflita, em família, sobre o que é bom e o bem? Fala-se e vivencia-se o amor como forma de abastecer os filhos de confiança e afeto?
Economicamente: Permite-se que os mais novos administrem recursos materiais (dividir um pão, um bolo, uma fruta para todos) ou financeiros (semanada, mesada ou outro montante para que gaste de forma eficiente)? Planeja-se, com a participação das crianças, o orçamento familiar (seja uma meta anual, mensal ou que será comprado para o almoço)?
Socialmente: Discute-se com os filhos o modo correto como devem reagir às dificuldades ou oportunidades sociais? Combina-se os eventos aos quais cada membro da família está autorizado participar? São claras as explicações dos pais em casos de restrições sociais, dando oportunidade para que os filhos também se manifestem? Há persistência de todos em relação ao que é decidido para o bem da família?
Esses são questionamentos em torno dos quais pode ser organizado um processo de educação dos mais jovens no seio familiar. Essa organização da vivência exigirá que se acordem regras. Essas regras imporão limites a todos e pedem coerência para evitar regalias e descomprometimento dos demais. Os mais velhos ensinam pelo exemplo. Os mais novos aprendem pela confiança que adquirem na sabedoria dos pais. Em família, as contradições são mais facilmente descobertas. Isto exige regras claras e disciplina de todos para que se aprendam e cresçam pelo exemplo e num ambiente de confiança. Os “erros” deflagrados devem ser assimilados como parte do processo de crescimento, sobretudo em se tratando dos menos experientes. O apreço pela união familiar e a manutenção do clima afetivo entre seus membros devem ser uma busca permanente de todos – nos momentos de alegria ou nos momentos difíceis. Tais observâncias trarão vigor e o sadio florescimento das personalidades dos jovens no ambiente familiar.
Auto-reflexão: Na minha educação familiar, que regras deixaram maiores ensinamentos? Que cobranças me causavam desconforto? O que minha família cobrou de mim e que eu não pretendo cobrar de meus filhos? E o que eu cobraria e que não foi cobrado de mim? Por mais que uma regra seja boa, o modo como ela é imposta ou proposta, fará diferença na aceitação dela pelo grupo familiar? Quem na minha família tinha mais sabedoria para tratar de limites?
A educação familiar destina-se, em sobremaneira, ao aprendizado da convivência social. Essa educação solicita regras. Certa dureza imposta pela disciplina, como forma de cuidado e apreço, aliada a demonstrações de carinho e respeito, são indispensáveis a uma família bem constituída e funcional.
O Mestre Che Guevara adverte: “Tem que ser duro, mas sem perder a ternura, jamais”. Disse também: “Sem disciplina, não há revolução”. Frente a essas mazelas que atingem as famílias e a sociedade, se faz fundamental revolucionar com disciplinamento na família, na escola e na administração pública, com o exemplo emblemático daqueles que nos governam – supostamente lideranças do povo.

DESGOVERNO TOTAL.

DESGOVERNO – Muita lorota e vaidade


DESGOVERNO – Jatene ignora concursados

Há certas atitudes que desmentem biografias ou dizem tudo sobre elas. No caso do governador tucano Simão Jatene, por exemplo, não se pode dizer que surpreenda seu recorrente menosprezo ao drama dos concursados, um contingente calculado em 4.500 pessoas à espera de nomeação, cujos apelos voltou a ignorar solenemente em sua passagem por Santarém, a pretexto dos 350 anos do município, comemorados quarta-feira, 22. Diante da inauguração de 15 novas máquinas de hemodiálise pelo governador, no Hospital Regional do Baixo-Amazonas, enfermeiros, técnicos em enfermagem e outros profissionais de saúde, apoiados por um carro-som, fizeram um protesto, portando faixas, cartazes e nariz de palhaço, reivindicando a nomeação dos concursados (foto). O truculento magote de seguranças do governador tucano tratou de impedir o acesso dos manifestantes a Jatene, restando-lhes os acenos, com ares de balela, de uma audiência, em data, hora e local indefinidos, e ainda assim condicionada ao fim do protesto.
A imposição da tucanalha, que condicionava um eventual acesso dos manifestantes a Jatene a suspensão do protesto, foi por estes peremptoriamente descartada. O que não intimidou os mais afoitos, que prestaram-se ao patético papel de moleques de recado, tal qual ocorreu com o próprio secretário estadual de Saúde, Hélio Franco, e o deputado tucano Alexandre Von. Ambos foram ao encontro dos manifestantes, propondo conversar “oportunamente” com eles, desde que o protesto fosse imediatamente suspenso, uma condição a priori rejeitada. Mas o engodo palaciano não ficou por aí. Ele incluiu até a aparição de um suposto assessor de imprensa de Simão Jatene, de identidade desconhecida, acenando com o “direito” a um suposto encontro de 20 minutos dos manifestantes com Simão Jatene – sem porém definir data, hora e local da reunião -, para o qual a condição sine qua non seria que abortassem o protesto. Ao ver rejeitada a “conversa para boi dormir”, conforme definição de um dos manifestantes, o pretenso jornalista, visivelmente irritado, escafedeu-se.

DESGOVERNO – Despautérios em série

Um capítulo à parte, no protesto dos concursados em Santarém, foram os despautérios em série, protagonizados pelo secretário estadual de Saúde, Hélio Franco (foto, com os manifestantes), e pelo deputado Alexandre Von, do PSDB e que tem em Santarém seu principal reduto eleitoral. Ambos, no desabafo dos militantes da Asconpa, a Associação dos Concursados do Pará, mandaram os escrúpulos às favas e dispararam uma avalancha de sandices, que ofendem a inteligência e o decoro. Algo tanto mais surpreendente no caso de Franco, que fixou a imagem de um médico competente e um administrador sério, desconstruída agora, no comando da Sespa, a Secretaria de Estado de Saúde Pública.
Dentre outras pérolas, o secretário estadual de Saúde declarou, conforme os manifestantes, que o concurso público para o Hospital Regional do Baixo Amazonas teria sido “uma grande bobagem, um erro que não deveria ter sido feito, por ter sido mal estudado previamente". “Para nós, o erro a que se refere o secretário de Saúde diz respeito a assinatura do contrato com a Pró-Saúde, que administra mal o Hospital Regional, não é fiscalizada, recebe dinheiro para isso e ainda se dá o direito de não nomear os concursados”, retruca José Emílio Almeida, presidente da Ascopa, que vê na situação um episódio clássico de “improbidade administrativa”.
Quanto a Alexandre Von, os manifestantes observam que ele levou ao paroxismo o escárnio diante do drama dos concursados à espera de nomeação, claramente postergada pelo governador Simão Jatene. O parlamentar tucano simplesmente propôs, candidamente, que os concursados desistam das suas nomeações e assinem contrato trabalhista com a Pró-Saúde. “Isso porque, segundo o deputado tucano, o governo não pode ferir um contrato feito com a Pró-Saúde, ainda que sejam transgredidos os direitos constitucionais dos concursados!”, indigna-se José Emílio Almeida, o presidente da Asconpa. “O deputado também propôs que os concursados assumam cargos nos pólos da Sespa, mesmo que esses pólos estejam situados em localidades distantes, bem longe de Santarém”, acrescenta Almeida.

DESGOVERNO – Imprensa santarena amordaçada

O mais grave, de acordo com denúncia da Asconpa, é que o governo Simão Jatene aparentemente comprou, em troca de verba publicitária, o silêncio da imprensa santarena. “Vários canais de televisão de Santarém estiveram presentes no local e cobriram o protesto, inclusive entrevistando os concursados. No entanto, nenhuma notícia sobre a manifestação foi veiculada nos telejornais de Santarém”, relata José Emílio Almeida, o presidente da Asconpa, repercutindo denúncia dos concursados santarenos.
Seja como for, acrescentou Almeida, os concursados estão irredutíveis na luta pelos seus direitos. “Para nós, vale o que está escrito no edital do concurso e no Diário Oficial do Estado. Esses documentos nos garantem direitos que não podem ser ignorado pelas autoridades”, acentua, arrematando.

DESGOVERNO – Flagrantes do protesto









Flagrantes da manifestação dos concursados. Na última das fotos, abaixo, figura o suposto assessor de imprensa do governador Simão Jatene, que pretendeu abortar o protesto com uma “conversa para boi dormir”, na definição dos concursados.

ALEPA – O portfolio de Ana Mayra na Europa

Alegar precedentes, para justificar a pilhagem aos cofres públicos, segue a lógica do malfeitor. Por isso não surpreende a tentativa de desqualificar a denúncia do blog sobre a tramóia da qual foi beneficiária a jovem advogada Ana Mayra Leite, flagrado cursando mestrado em Lisboa, Portugal, a despeito de ocupar um cargo comissionado na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, embolsando regularmente seus vencimentos, apesar de ausente do Palácio Cabanagem. Abrigada no gabinete da deputada peemedebista Simone Morgado - 1ª secretária da Alepa e de estreitos vínculos com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará –, a fantasminha vinha tendo sua pretensa freqüência atestada mensalmente, um agravante a mais na tramóia.
A permanência de Ana Mayra em Portugal, ao mesmo tempo em que embolsava indevidamente os vencimentos pagos pela Alepa, mediante fraude na lista de frequência, está atestado na página que mantém no Facebook, um site de relacionamento na internet. E pode ser ilustrado pelas fotos da temporada européia da jovem advogada, conforme o portfolio da fantasminha no Facebook. Ana Mayra, ao que parece, teve em quem se inspirar. Seu pai, o advogado José Leite, é também servidor da Alepa, lotado na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembléia Legislativa, embora por muito tempo não fosse visto no Palácio Cabanagem, no qual voltou a circular após o imbróglio envolvendo a filha. A mãe da jovem, Márcia Leite, é igualmente servidora da Alepa e também lotada na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. Márcia e José Leite, diga-se, são militantes históricos do PMDB.
Comprovada a denúncia, aguarda-se, agora, que o erário seja ressarciado, diante da pilhagem que representou o dinheiro indevidamente pago pela Alepa para Ana Mayra Leite. Uma obrigação que cabe à deputada Simone Morgado, sem a leniência da qual, aparentemente, o embuste não poderia ter sido perpetrado. Sem esquecer, naturalmente, das providências legais, diante da fraude na lista de frequência, que mensalmente atestava a suposta presença da jovem advogada.

Ladrão pra lá.

ALEPA – Denúncia compromete Mário Couto

A denúncia do MPE, Ministério Público Estadual, contra seis dos envolvidos em fraudes em licitações da Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, compromete sobretudo o hoje senador Mário Couto (foto), do PSDB e na época presidente do Legislativo estadual. Foram denunciados Sérgio Duboc Moreira, ex-diretor financeiro da Alepa; Daura Irene Xavier Hage e Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos, ex-integrantes da comissão de licitação da Alepa; Rosana Cristina Barletta de Castro, chefe do controle interno da Alepa; e os empresários José Carlos Rodrigues de Sousa e Josimar Pereira Gomes, ex-marido e cunhado de Daura Hage, respectivamente, cujas empresas foram beneficiadas com as falcatruas. Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos e José Carlos Rodrigues de Souza encontram-se presos e Sérgio Duboc Moreira – homem de confiança do senador Mário Couto -, cuja prisão também foi decretada, permanece foragido.
Um ex-bicheiro, o então deputado tucano Mário Couto tornou-se presidente da Alepa, que comandou de 2003 a 2007. Turbinado pelo cargo, acabou catapultado para o Senado nas eleições de 2006, nas quais a então senadora petista Ana Júlia Carepa derrotou o ex-governador Almir Gabriel, candidato pelo PSDB na disputa pelo Palácio dos Despachos. Mário Couto desembarcou em Brasília com um discurso de suposta austeridade, para consumo externo e passou na alimentar a pretensão de chegar a governador. Essa ambição e seus movimentos erráticos dela decorrente, certamente explicam o porquê, a despeito das aparências em contrário, tornou-se politicamente inconveniente para o governador tucano Simão Jatene e para o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.

ALEPA – Escândalo tisna imagem do senador

A imagem de probidade que o senador tucano Mário Couto passou a tentar vender a partir de Brasília, com a colaboração de O Liberal, começou a ser tisnada com a investigação do MPE sobre as fraudes na folha de pagamento da Alepa, na gestão do ex-deputado Domingos Juvenil, do PMDB, ex-presidente da Assembléia Legislativa. Os indícios de falcatruas – que em um primeiro momento o promotor de Justiça Agnaldo Azevedo afirmou também retroagir às gestões de Couto e do deputado Martinho Carmona, hoje no PMDB, então no PSDB, como presidente da Alepa – logo alcançaram Sérgio Duboc (foto de Rogério Uchoa, do Diário Online). Íntimo do senador tucano, Duboc foi diretor financeiro da Assembléia Legislativa nas administrações do próprio Mário Couto e de Domingos Juvenil.
Homem de confiança de Mário Couto e arrogante como este, Duboc acabou sendo defenestrado do Detran, o atrativo Departamento de Trânsito do Estado do Pará, que por dispor de recursos próprios é uma tradicional fonte de caixas de campanha. A exoneração de Duboc do cargo de diretor geral do Detran, que na partilha política da máquina administrativa estadual coube a Couto, representou um considerável desgaste ao senador tucano. Convém não esquecer que os documentos revelando as fraudes em licitações na gestão de Mário Couto, como presidente da Alepa, foram encontrados no gabinete de Duboc no Detran. Não por acaso, desde então a autarquia permanece em clima de interinidade, um termômetro do inferno astral de Couto.

ALEPA – O toour da fantasminha

Internauta, que se deu à pachorra de acessar oFacebook, um site de relacionamento, no qual Ana Mayra Leite tem conta, confirma a denúncia do blog, que escancarou o clima de permissividade do Palácio Cabanagem. Na página mantida pela jovem advogada no Facebook(na reprodução ao lado), que até a denúncia ocupava um cargo comissionado na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, Ana Mayra confirma sua condição de mestranda da Universidade de Lisboa.
Pelo relato da fantasminha camarada no Facebook, ela passou o ano de 2010 em Lisboa, só finalizando as aulas presenciais já em 2011. Depois, segundo seu próprio relato, e fez um toour pela Europa, juntamente com amigos, até porque ninguém é de ferro. “Tudo muito fácil às custas do dinheiro público, não é?”, questiona, irônica, a fonte do blog.
Filha de dois servidores da Alepa, Márcia e José Leite, militantes históricos do PMDB, Ana Mayra Leite, recorde-se, migrou da condição de estagiária para um cargo comissionado no Palácio dos Despachos e estava abrigada no gabinete da deputada peemedebista Simone Morgado, 1ª secretária da Assembléia Legislativa. A parlamentar tem sua ascensão política associada a um suposto affaire com o ex-governador Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB no Pará.
 
POSTADO NO BLOG DO BARATA

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