Games Of Trones 6 temporada.

O que acontecerá com Rickon em Game of Thrones?

Ah, nada como um Stark em Winterfell. Se você já perdeu as suas esperanças em relação ao futuro de Rickon Stark em Game of Thrones, senta aqui com a gente, vamos conversar sobre isso.
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Osha, SmallJon Umber e Rickon Stark
O ator Art Parkinson, que interpreta Rickon Stark, cedeu uma entrevista aoHollywood Reporter hoje, onde falou sobre o retorno de seu personagem na série. Ele revela que seu lobo gigante realmente partiu, já que ele não teve que voltar a treinar com o majestoso animal para as filmagens este ano. Mas, segundo ele, Rickon está mais feroz este ano, mais maduro e com muita vontade de lutar para sobreviver. Será que ele conseguirá? A revista perguntou:
Qual foi sua reação quando você soube sobre a história de Rickon nesta temporada?Deram uma nova direção. Ele já não estava mais com seu irmão. Agora é só ele e Osha. Eu acho que foi ótimo. Um Rickon novo, feroz.
Quem é Rickon para você, e como ele mudou desde a última vez que o vimos?Para mim, ele está muito feroz e muito obstinado. Após a morte de seu pai, ele se tornou muito independente e irritado. Acho que Rickon está um pouco mais maduro agora. Ele esteve afastado por muito tempo. Acho que ele está um pouco mais independente e tem mais força de vontade.
Nos livros, Rickon é descrito como o mais selvagem dos filhos Stark. Será que vamos ver mais desse lado dele este ano?Eu diria que sim. Ele é um personagem muito selvagem e forte. Ele tem vontade de lutar. Podemos esperar ver mais disso nesta temporada.
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Como foi o seu primeiro dia de volta ao set?Filmamos a cena que vocês assistiram na noite passada. Foi ótimo. E foi estranho estar de volta. Lembro-me de alguns membros do departamento de figurino, eu já tinha trabalhado com alguns deles no filme Sócrates também (2014). Por eles estarem lá foi muito confortável. Mas eu tinha que parecer um pouco intimidado, pelo fato de Ramsay estar olhando para mim. Foi um estado de espítito legal para voltar a série, especialmente no primeiro dia.
Rickon volta para Winterfell, mas não é a casa que ele conheceu. O que está acontecendo em sua cabeça enquanto ele é entregue para Ramsay?Acho que ele fica um pouco cauteloso com a situação. Quando a cabeça de Cão Felpudo (Shaggydog) é trazida, então eu acho que ele… não tem medo, mas raiva. Há um choque por um minuto, e então é pura raiva.
Muitas pessoas ficaram chateadas de ver outro lobo gigante morto. Qual foi sua reação à morte de Shaggydog?Sim. Foi decepcionante saber que eu nunca mais iria me encontrar com Saxon, que interpretou Shaggydog no set. Foi um pouco triste. Na verdade, eles o levavam para Donegal, que é onde eu moro, para que eu pudesse criar um vínculo com ele. Realmente é um cão muito intimidante. Quando comecei a trabalhar com ele tempos atrás, ele tinha duas vezes o meu tamanho, duas vezes o meu peso, e duas vezes a minha força. (Risos.) Então, era legal sair com ele, encontrá-lo e ficar próximo a ele. No momento em que a terceira temporada encerrou as filmagens, foi muito estranho saber que eu não iria ver este cão novamente por um longo tempo. Mesmo que um monte de cães na série tenham sido feitos em computação gráfica, é preciso tê-los de verdade na cena, para a referência da câmera. Por isso, foi estranho saber que eu nunca mais o veria de novo.
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Como será Rickon sem Shaggydog em sua vida?Acho que ele é muito mais independente. Ele meio que tem que se superar para sobreviver sem Shaggydog. Será um Rickon muito, muito diferente.
Sabemos Ramsay não é um grande fã dos Starks. Vimos como ele trata seus cativos no passado. Quão preocupados devemos estar sobre a segurança física de Rickon?No momento, eu não sou capaz de dizer muito sobre isso. (Risos.) Mas é uma relação intensa. Rickon tem muita vontade de lutar em si, então ele é alguém que vai se defender por si mesmo e tentar o melhor que puder. [Iwan Rheon] é ótimo. É ótimo quando você tem alguém que é capaz de te ajudar a exprimir os sentimentos, alguém que consegue te olhar de maneira tão intimidante. Te ajuda a construir a mentalidade de Rickon.
Que tal trabalhar com Natalia Tena? Vocês dois têm trabalhado juntos por um longo tempo agora.Nat é ótima. Nós temos trabalhado juntos durante anos. Ela sempre foi muito adorável e me ajudou de muitas maneiras a entrar no estado de espírito do meu personagem. Ela é uma atriz muito intensa. Sempre que ela está na personagem, é difícil reconhecê-la fora dela. Ela me ajuda muito.
Como Rickon vê Osha? Será que a vê como uma figura materna?Eu acho que ele sente que é mais de uma amiga, mas uma amiga que consegue mandar nele. (Risos.) Eu acho que é menos do que uma relação mãe-filho, mas é definitivamente mais do que apenas sua companheira.
Ela é uma babá descolada.Exatamente. (Risos.)
Quanto iremos saber sobre o que Rickon passou desde a última vez que o vimos?Eu não estou muito certo do quanto vocês irão descobrir sobre Rickon, mas será certamente uma história legal e algo que vai ser muito interessante ver.
Alguns fãs estão teorizando que Rickon não está tão em perigo quanto estamos sendo levados a crer, e talvez ele seja parte de um plano dos Umber para trair Ramsay. Qual é a sua opinião sobre essa teoria?Bem, se isso for verdade, seria ótimo. Ao mesmo tempo, se não for, seria muito decepcionante ver que os Umbers traíram os Starks.
Seria um plano muito perigoso colocar uma pessoa tão valiosa quanto Rickon, tão perto de um psicopata como Ramsay. Você acha que Rickon seria corajoso o suficiente para lidar com um desafio como esse?Acho que Rickon agora é muito mais forte emocionalmente e tem uma personalidade mais madura. Acho que ele será capaz de lidar com praticamente qualquer coisa que for jogada em seu caminho no momento.
A Casa Stark está tendo uma grande temporada até agora, com a ressurreição de Jon, a fuga de Sansa de Winterfell, o treinamento de Bran com o Corvo de Três Olhos, o treinamento de Arya na Casa do Preto e Branco, e o retorno de Rickon. Você acredita que um final feliz é possível para o Starks?É algo que eu gostaria de ver, os Starks reunidos – mas, ao mesmo tempo, você não pode confiar que algo desse tipo possa acontecer em uma série como Game of Thrones. (Risos.)
Essa é a maior temporada para Rickon?Eu diria que é uma de suas melhores temporadas. É definitivamente ótimo voltar para Game of Thrones e re-abraçar o personagem. Foi muito agradável.
O que vem por aí para Rickon?Eu não posso contar muito, mas eu estou autorizado a dizer o seguinte: tempos perigosos estão à frente.
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É legal adicionar para debate desta postagem algumas notícias que saíram durante os bastidores de filmagens desta temporada para núcleo de Rickon. Primeiro, gostaríamos de destacar que a série ainda nos apresentará dois lordes importantes do norte, e uma senhora do norte, (além dos Karstark e Umber): Serão eles Fletcher e Boyce, nomes que não são equivalentes a personagens deste núcleo nos livros, portanto não sabemos se foram usados como codinomes para evitar vazamentos de roteiro. Mais sobre eles:
“Boyce”: Um nobre, jovem e inexperiente, nos seus 20 anos, foi empurrado à uma posição de poder e não está pronto para ela. Eles estão procurando por um ator com sotaque do norte, boa forma física, que saiba fazer um tipo cabeça quente e rude.
“Fletcher”: Um senhor nobre e gordo na casa dos 60 anos. Ele também é um homem rude, com sotaque do Norte, e tem um ar distinto. A fonte diz que ele terá um discurso agitado em que inesperadamente trocará sua lealdade política.
Ambos os personagens filmaram apenas um dia durante o mês de dezembro para esta temporada.
E a mulher importante que conheceremos será Lyanna Mormont, que na série é a Senhora da Ilha dos Ursos. Como vimos no trailers, Davos e Sansa a encontrarão para pedir sua ajuda.
Além disso, nesta temporada, veremos uma grande batalha pelo controle do Norte (aqui). Nesta batalha, estarão presentes Jon Snow, Davos, Tormund, os selvagens e as principais casas do Norte. Ramsay exibirá os corpos de dois personagens conhecidos, não sabemos quais. Vimos estes corpos esfolados pegando fogo nos trailers oficiais deste ano. Muitos acreditam que sejam Osha e Rickon, mas tudo pode acontecer nesta temporada.

Deu em nada...

Waldir Maranhão é um palhaço rsrsrsr.


A situação do Brasil não está para otimismo. Mesmo assim, uma das frases mais ouvidas do momento é a seguinte: “As instituições estão funcionando.” Será? Há um quê de delírio nessa afirmação. A presença do deputado Waldir Maranhão no comando da Câmara é a penúltima evidência da alucinação coletiva.
Alguém que, em meio à descoberta de que o petrolão é um mensalão hipertrofiado, diante da evidência de que o Estado é saqueado pelos esquemas que o controlam, seduzido pela tese de que o PMDB é o mal menor, informado de que a linha sucessória da Presidência da República está apinhada de malfeitores, desalentado pela constatação de que Waldir Maranhão é o melhor que a Câmarta tem a oferecer depois que o STF afastou Eduardo Cunha, ainda consegue conviver com a ideia de que as instituições funcionam ou é um cínico ou é um cego.
O delírio é contagioso. Muito elogiado pela eloquência com que defende Dilma Rousseff no processo do impeachment, o advogado-geral José Eduardo Cardozo convenceu-se de que é uma espécie de Fred Astaire do Direito. Assim como o astro do cinema que dançava até com vassouras, Cardozo imaginou que poderia tirar para dançar Waldir Maranhão, uma espécie de cabide humano que reproduz as ideias que lhe penduram no cérebro baldio.
O resultado da contradança foi o despacho que o mandachuva interino da Câmara assinou para anular a votação em que 367 deputados aprovaram a continuidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. O acinte durou menos de 24 horas. Anunciada pela manhã, a anulação foi ignorada por Renan Calheiros no meio da tarde e revogada no final da noite. Depois de expor o Brasil ao ridícilo em âmbito planetário, o cabide se audodesmoralizou com dois documentos. Num, anulou a anulação do impeachment. Noutro, comunicou o rodopio a Renan (veja abaixo os documentos).
Reprodução
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Waldir Maranhão deixou Cardozo sozinho no salão depois que seu partido, o PP, ameaçou expulsá-lo. Lambuzada no óleo queimado da Petrobras, a legenda está na bica de ser premiada no provável governo de Michel Temer com a presidência da Caixa Econômica e dois ministérios graúdos —Saúde e Agricultura. E não admite que um filiado com miolos de cabide coloque em risco os negócios.
A anulação do impeachment não foi o primeiro surto de Waldir Maranhão. Ele especializou-se em anular decisões do Conselho de Ética da Câmara, retardando a tramitação do pedido de cassação de Eduardo Cunha, perto de completar aniversário de seis meses. Cada vez que o personagem dá uma de cachorro louco há vergonha em pelo menos 428 consciências. Foi com essa quantidade de votos que o impensável elegeu-se vice-presidente da Câmara. Poucas vezes um desastre político teve tantos cúmplices disfarçados —83,4% dos 513 deputados com assento no plenário da Câmara precisam explicar por que votaram tão mal tão bem.
Ainda não surgiu melhor definição para democracia do que a tirada de Churchill: é o pior regime imaginável com exceção de todos os outros. Com o luxuoso auxílio do Planalto, o Congresso parece empenhado em dar razão a todos os que pregam as alternativas piores. A presença de Waldir Maranhão na direção da Câmara como alternativa a Eduardo Cunha não é obra do acaso. É como se o modelo político brasileiro, apodrecido, tentasse um haraquiri.

AGORA EU QUERO VER....

Presidente em exercício da Câmara anula votação do impeachment

Waldir Maranhão (PP-MA) acolheu pedido da Advocacia-Geral da União.
Maranhão assumiu presidência da Câmara com afastamento de Cunha.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
O presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu nesta segunda-feira (9), por meio de uma decisão monocrática, anular a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff realizada na Casa no dia 17 de abril (leia ao final desta reportagem a íntegra da decisão). Ele acolheu pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
Waldir Maranhão substituiu Eduardo Cunha na presidência da Câmara na semana passada depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar o peemedebista do comando da casa legislativa. O deputado do PP votou contra a continuidade do processo de impeachment na votação da Câmara, descumprindo decisão de seu partido, que havia fechado questão a favor do afastamento da presidente da República.
 
No despacho no qual anulou a votação da Câmara, Maranhão marcou uma nova votação, para daqui a 5 sessões do plenário da Casa, para os deputados federais voltarem a analisar o pedido impeachment. O prazo começa a contar no momento em que o processo for devolvido para a Casa pelo Senado.
Segundo o G1 apurou, Waldir Maranhão participou, durante o fim de semana e na manhã desta segunda-feira, de reuniões com integrantes do governo federal, deputados do PT e do PC do B. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, teria participado desses encontros.
A decisão de Maranhão
Em nota divulgada à imprensa, Maranhão diz que a petição da AGU ainda não havia sido analisada pela Casa e que, ao tomar conhecimento dela, resolveu acolher. Na decisão, ele argumenta “ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão”.
Para Maranhão, os partidos políticos não poderiam ter fechado questão a favor ou contra o impeachment. Quando há o chamado fechamento de questão, os deputados devem seguir a orientação partidária sob pena de punição, como expulsão da legenda.
“Não poderiam os partidos políticos terem fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente”, destacou o presidente em exercício da Câmara na decisão.
Maranhão argumenta ainda que os deputados não poderiam ter anunciado suas posições antes da sessão da Câmara que decidiu dar continuidade ao processo de afastamento da presidente Dilma. Ele também afirma que a defesa de Dilma deveria ter tido o direito de falar durante a votação do impeachment.
“Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da senhora Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo”, afirma.
Por fim, Maranhão alegou que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por resolução, por ser, segundo ele, o que dispõe o regimento interno da Câmara dos Deputados e o que estava previsto no processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
“Por essas razões anulei a sessão realizada nos dias 15, 16 e 17 e determinei que uma nova sessão seja realizada para deliberar sobre a matéria no prazo de 5 sessões contados da data em que o processo for devolvido pelo Senado à Câmara dos Deputados”, disse.
“Para cumprimento da minha decisão, encaminhei ofício ao presidente do Senado, para que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos à Câmara dos Deputados”, concluiu Waldir Maranhão.
Dilma comenta
No momento em que a decisão de Waldir Maranhão veio a público, a presidente da República participava de uma cerimônia no Palácio do Planalto na qual propôs ao Congresso a criação de cinco novas universidades federais em quatro estados. Em meio ao discurso de Dilma, os convidados que lotavam o salão nobre do palácio celebraram o ato do presidente em exercício da Câmara ao tomarem conhecimento por meio da internet.
Ao constatar a comemoração da plateia, formada por estudantes e representantes de entidades ligadas à educação que apóiam o governo, a presidente pediu cautela aos aliados sobre a decisão que anulou a sessão do impeachment na Câmara.
Dilma disse, no discurso, que não sabia ainda que consequências terá o ato de Waldir Maranhão e ressaltou que o país vive um momento de "manhas e artimanhas".
“Soube agora da mesma forma que vocês souberam, apareceu nos celulares que todo mundo tem aqui, que um recurso foi aceito e portanto o processo está suspenso. Eu não tenho essa informação oficial. Estou falando aqui porque não podia de maneira alguma fingir que não estava sabendo da mesma coisa que vocês estão. Mas não é oficial, não sei as consquencias. Por favor, tenham cautela. Nós vivemos uma conjuntura de manhas e artimanhas", disse Dilma.
Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)
Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)Ato do presidente em exercício da Câmara que anula a votação do processo de impeachment na Câmara (Foto: Reprodução)
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Para Câmara, mordomias de Cunha têm prioridade sobre processo de cassação

O Datafolha já informou que três em cada quatro brasileiros adultos desejam que a Câmara diga ‘tchau, querido’ para Eduardo Cunha. O plenário do STF concluiu, por 11 votos a zero, que a permanência do personagem “no livre exercício de seu mandato parlamentar e à frente da função de presidente da Câmara é um pejorativo que conspira contra a própria dignidade da instituição.” Suspendeu-o das funções. Entretanto, um pedaço ainda majoritário da Câmara avalia que o povo e a Suprema Corte se enganaram em suas avaliações.
Em vez de dar prioridade à cassação do mandato de Eduardo Cunha, a Câmara —autoconvertida numa instituição meio entreposto, meio bordel— se apressa em definir as mordomias que serão asseguradas à indignidade. Coisas como salário mensal de R$ 33,7 mil, guardacostas, carro na garagem, avião no hangar, casa à beira do lago, comida, roupa lavada e todas as facilidades que o dinheiro público for capaz de bancar. E quanto ao processo de cassação? Sem novas manobras, talvez chegue ao plenário da Câmara no final de junho. Com manobras, Deus sabe!
Cunha repetiu a pelo menos três interlocutores nas úlimas 72 horas que não renunciará nem à poltrona de presidente nem ao mandato de deputado. Com isso, impede os colegas de organizar a eleição de um substituto. Está empenhado em impor à Câmara o vexame adicional de ser presidida por Waldir Maranhão (PP-MA), uma espécie de nulidade com o prontuário enganchado na Lava Jato. Cleptoaliado de Cunha, o interino já esteve com quem lhe dará as ordens. Conversou com o presidente afastado pessoalmente e por telefone.
Aliados de Cunha no impeachment de Dilma, quatro partidos de oposição —PSDB, DEM, PPS e PSB— voltam a se reunir na noite desta segunda-feira (9) para tentar achar uma forma de se livrar dele. Na outra ponta, nove legendas ainda se dispõem a permanecer ao lado da perversão. Entre elas PMDB, PP e PR. Na bica de tornar-se presidente da República, Michel Temer, correligionário de luxo de Cunha, poderia ajudar a remover o entulho. Mas já sinalizou que prefere a omissão.
À boca miúda, Cunha diz que sabe o que Temer, a cúpula do PMDB e metade do Congresso fizeram no verão passado. Daí a rede de conivência. Ao assegurar a sobrevida de Cunha mesmo depois da decisão histórica do STF, o conglomerado político que desgoverna o Brasil emite um atestado de inconsequência. Cunha vai se tornando o símbolo da licença que a política concede a si mesma para se reabsolver dos seus crimes. Assegura a reincidência. Mas é um péssimo exemplo para as crianças.

Bons tempos...

ELES CRESCERAM

De amante a imitador de famosos; saiba por onde andam ex-astros mirins

REPRODUÇÃO/FOX/DISNEY
Raven-Symoné em Empire (à esq.) e na série As Visões da Raven, que impulsionou sua carreira - Reprodução/Fox/Disney
Raven-Symoné em Empire (à esq.) e na série As Visões da Raven, que impulsionou sua carreira
JOÃO DA PAZ - Publicado em 01/05/2016, às 09h00
Famosos por interpretarem personagens inocentes em séries infanto-juvenis, Raven-Symoné e Kenan Thompson continuam brilhando na TV. A primeira, estrela de As Visões da Raven (2003-2007), vive uma amante em Empire e uma homossexual em Blackish, enquanto o protagonista de Kenan & Kel (1996-2000) é o principal nome do elenco do humorístico Saturday Night Live. 
O mais novo representante do clube de atores mirins que viraram adultos em evidência é Josh Peck, conhecido por Drake & Josh (2004-2007). Ele está na comédia Grandfathered, que estreia neste domingo (1º) no canal Sony, às 17h45.
Peck atua ao lado de John Stamos (Três É Demais), que interpreta um dono de restaurante cinquentão e metido a playboy. O bon vivant descobre que tem um filho de 25 anos, Gerald (Peck), e que em breve será avô. 
Saiba mais sobre a carreira de astros mirins que continuam na TV:
REPRODUÇÃO/DIVULGAÇÃO/NICKELODEON/FOX
Josh Peck deixou de ser o gordinho de Drake & Josh (à esq.) e virou protagonista de nova série
Josh Peck, 29 anos
Famoso por interpretar o azarado Josh Nicholas em Drake & Josh (2004-2007), exibida na Nickelodeon e na Netflix, o ator vive um jovem pai na comédia Grandfathered. É o primeiro trabalho de Peck como protagonista desde o fim da atração _que ainda hoje é um sucesso. Antes de Grandfathered, Peck participou de três episódios de The Mindy Project, entre 2013 e 2014, e esteve em um episódio de The Big Bang Theory em 2014. Em Grandfathered, o parceiro de cena da época de Drake & Josh, Drake Bell, faz uma participação especial no 15º episódio, interpretando um investidor.
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Em Kenan & Kel (à esq.), Kenan Thompson brilhava com suas piadas; hoje é destaque no SNL
Kenan Thompson, 37 anos
Kenan Thompson é um dos principais comediantes dos Estados Unidos, estrela do humorístico Saturday Night Live (Sony) desde 2003. Ele foi o primeiro astro de uma série infantil a entrar para o elenco do programa. O ator já recebia elogios por Kenan & Kel (1996-2000), exibida pelo SBT, principalmente por sua desenvoltura em cena. Kenan detém vários recordes no Saturday Night Live, entre eles: é o ator negro com mais temporadas no ar (13); é o integrante mais experiente do atual elenco; e é o comediante que mais imitou celebridades na história do Saturday Night Live (108 no total) _ele já fez Bill Cosby, Martin Luther King Jr., O.J. Simpson, entre outros.
REPRODUÇÃO/DISNEY/FOX
Vidente em As Visões da Raven (à esq.), Raven-Symoné agora vive uma amante em Empire 
Raven-Symoné, 30 anos
Nem Raven-Simoné escapou das graças de Kenan Thompson. Em 2011, ao lado de Miley Cyrus, o comediante imitou Raven em um esquete que ironizava os trejeitos dos atores da Dinsey, simulando uma escola de atuação. Nos anos 2000, tanto As Visões da Raven (2003-2007), quanto Hannah Montana eram sucesso de audiência. Após deixar o papel da adolescente que tinha visões do futuro, Raven fez atuações esporádicas na TV até ganhar dois papéis de destaque. Ela atua ao mesmo tempo em duas séries: é a irmã gay do protagonista Dre (Anthony Anderson) em Blackish (Sonty) e a amante do empresário Lucious Lyon (Terrence Howards) em Empire (Fox Life). A atriz também é uma das apresentadoras do The View, programa matinal de variedades da rede norte-americana ABC.  
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Fisionomia de Bridgit Mendler pouco mudou de Good Luck Charlie (à esq.) para Undateable
Bridgit Mendler, 23 anos
A atriz foi colocada à prova na terceira temporada de Undatable (Warner), em que teve de mostrar que era boa de improviso na única série exibida ao vivo nos Estados Unidos. Ela interpreta uma garçonete na comédia há duas temporadas e é alvo constante das piadinhas de seus colegas sobre os tempos em que era uma das estrelas da Disney. Em Good Luck Charlie (2010-2014), exibida no Disney Channel e na Netflix, Bridgit interpretou uma adolescente chamada Teddy Duncan, que, com receio de não acompanhar a adolescência da irmã bebê Charlie (Mia Talerico), fazia vídeos com conselhos para que ela assistisse quando ficasse mais velha. Teddy encerrava cada gravação com a frase "Boa sorte, Charlie".
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Emily Osment em Hannah Montana (à esq.); há dois anos é protagonista de Young & Hungry 
Emily Osment, 24 anos
"A melhor amiga da Hannah Montana". Por muito tempo a atriz Emily Osment conviveu com esse rótulo _até que ganhou sua própria protagonista. Desde 2014, ela atua em Young & Hungry no papel de Gabi Diamond, uma jovem chef de cozinha que é convidada para ser a cozinheira particular de Josh Kaminski (Jonathan Sadowski), um empresário milionário. Antes disso, Emily esteve em um episódio da décima temporada de Two and a Half Men, em 2013, e fez uma participação comovente na atual temporada de Mom, como a personagem Jodi, viciada em drogas e álcool. 
REPRODUÇÃO/NICKELODEON/NETFLIX
Jennette McCurdy deixou a maloqueira de iCarly (à esq.) de lado e virou uma mãe em Between
Jennette McCurdy, 23 anos
A série iCarly (2007-2012), exibida na Nickelodeon, na Band e na Netflix, deu fama para a atriz Jennette McCurdy. Ela fez Sam Puckett, uma garota descolada que era estrela de um programa online chamado iCarly, ao lado de Carly Shay (Miranda Cosgrove), sua melhor amiga. O sucesso da personagem foi tão grande que em 2013 ela foi a protagonista de outra série infantil: Sam & Cat, em que contracenava com a atriz e cantora Ariana Grande. Atualmente, a atriz está na série canadense Between, disponível no Brasil pela Netflix. Jennette interpreta uma jovem grávida em uma cidade na qual todos os moradores com mais de 21 anos começam a morrer sem causa aparente.
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Victorious foi a série que deu fama para Victoria Justice (à esq.); em 2015, estrelou Eye Candy
Victoria Justice, 23 anos
O telefilme Festival Rocky de Terror, da Fox, inspirado no longa homônimo de 1975, terá a atriz Victoria Justice no papel que foi de Susan Sarandon na versão original. A produção tem lançamento previsto para este ano. Será a volta de Victoria Justice à TV após o cancelamento de Eye Candy, série da MTV com uma única temporada, exibida em 2015. Ela interpretava Lindy Sampson, uma mulher de 21 anos que era perseguida por um homem que conheceu em um site de relacionamentos. No ano passado, Victoria fez duas participações em Undateable, na pele de uma cantora que é disputada por Danny Burton (Chris D’Elia) e Justin Kearney (Brent Morin), os protagonistas da série. Em Victorious (2010-2013), exibida na Netflix, a atriz foi Tori, aspirante a artista que consegue entrar na fictícia Escola de Artes de Hollywood.

Até que enfim !!!

Cunha virou entulho na porta da gestão Temer

Lula Marques/Agência PT
Um auxiliar do vice-presidente Michel Temer comparou Eduardo Cunha a um eletrodoméstico velho. Foi muito útil para passar Dilma Rousseff no triturador do impeachment. Mas agora incomoda pela pouca serventia e pelo excesso de barulho. Depois que o STF o afastou do exercício do mandato, o ideal para Temer seria desligar Cunha da tomada. Mas ainda não foi encontrada uma maneira de fazer isso sem transformá-lo num curto-circuito.
Longe dos refletores, um aliado de Cunha, o deputado ‘petroleiro’ Arthur Lira (PP-AL), sugeriu ao amigo que renunciasse à presidência da Câmara em troca de um acordo suprapartidário que preservasse o seu mandato. A oferta foi refugada, relatou Lira a outros integrantes da infantaria parlamentar de Cunha. As legendas de oposição decidiram esticar a corda. PSDB, DEM, PPS e PSB propuseram que a Câmara simplesmente declare vago o cargo de presidente, marcando a eleição do substituto de Cunha para dali a cinco sessões legislativas.
Na noite desta quinta-feira, os líderes oposicionistas expuseram a proposta da vacância numa reunião com lideranças de legendas vinculadas a Cunha. Entre elas PMDB, PP, PR, PTB e Solidariedade. A fórmula não foi bem recebida. Um dos que se manifestaram contra foi Leonardo Picciani, líder do PMDB, partido de Cunha. Ele defendeu que seja mantido no comando da Câmara o número 2 de Cunha, o vice-presidente Waldir Maranhão, do PP maranhense.
O deputado Rubens Bueno, líder do PPS, interveio para recordar a Picciani que o governo que se instalará nas pegadas do afastamento de Dilma Rousserff é do PMDB. Disse que Temer terá de lidar com as crises econômica e política. Certamente submeterá à apreciação do Congresso propostas que exigirão aprovação rápida. Convém desintoxicar a Câmara. Bueno foi ecoado por Antonio Imbassahy (PSDB) e Paudernei Avelino (DEM). O grupo ficou de se reunir novamente na noite de segunda-feira.
Num primeiro momento, a notícia sobre o afastamento do presidente da Câmara instilou uma sensação de alívio no ambiente do Palácio do Jaburu, trincheira de Temer. Com o passar das horas, o desafogo foi cedendo lugar à apreensão. Percebeu-se que o Supremo acomodara um entulho na porta de entrada da virtual gestão Temer. E a remoção exigirá uma costura política que, se for mal executada, pode infeccionar ainda mais a Câmara.
Cunha recebeu a notificação sobre a liminar que interrompeu o seu mandato no alvorecer da quinta-feira. Estava na residência oficial da Câmara. Hesitou em rubricar o documento. Na noite anterior, ele fazia barulho no Jaburu. Esforçava-se para enfiar apaniguados dentro do futuro governo. Parecia à vontade no papel de credor político do substituto constitucional de Dilma. Súbito, tornou-se, ele próprio, personagem de uma espécie de impeachment judicial.
A posição de Cunha é análoga à da presidente petista. Com uma diferença: se Dilma for afastada pelo Senado, na próxima quarta-feira (11), seu purgatório terá a duração máxima de seis. É o tempo que a Constiuição oferece aos senadores para julgar a presidente da acusação de ter cometido crime de responsabilidade fiscal. No caso de Cunha o afastamento tem duração indefinida. No limite, pode durar até o julgamento final da ação penal que corre conta ele no STF.
Assim, continua interditada a sucessão interna na Câmara. Os deputados só poderão eleger um substituto para Cunha em três hipóteses: mediante renúncia do presidente afastado, cassação do seu mandato ou morte. Do contrário, a Câmara terá de conviver com o constrangimento de ser presidida pelo interino Waldir Maranhão, um personagem precário, acusado de receber mesada do petrolão.
Demorou algumas horas, mas a ficha dos deputados caiu. Perceberam que o STF não lhes fez um favor gratuito. Afastou Eduardo Cunha, mas manteve nas mãos dos seus pares a prerrogativa de cassar-lhe o mandato. A liminar do ministro Teori Zavascki, referendada por unanimidade no plenário da Corte Suprema, anotou:
“Além de representar risco para as investigações penais sediadas neste STF, é um pejorativo que conspira contra a própria dignidade da instituição por ele liderada. Em situações de excepcionalidade, em que existam indícios concretos a demonstrar riscos de quebra da respeitabilidade das instituições, é papel do STF atuar para cessá-los, garantindo que tenhamos uma República para os comuns, e não uma comuna de intocáveis…”
O julgamento do Supremo vale por um empurrão. Mas não desobriga os deputados de providenciarem, agora numa articulação que envolva o Jaburu, a remoção definitiva do eletrodoméstico obsoleto. Quanto mais demorar, maior será o constrangimento. O vexame se agigantará na proporção direta do aumento da exposição do vice Waldir Maranhão na vitrine do plenário. Vêm aí espetáculos deprimentes.


Câmara já debate a eleição de novo presidente

FolhaConsumado o afastamento de Eduardo Cunha por decisão unâmime dos ministros do STF, os líderes partidários já discutem na Câmara a hipótese de eleger rapidamente um novo presidente para a Casa. Fora da infantaria de Cunha, há um quase consenso em torno da tese segundo a qual o vice-presidente Waldir Maranhão (PP-MA) não reúne condições mínimas para comandar a instituição.
Reunidos a portas fechadas, os líderes do PSDB, DEM, PSB e PPS decidiram divulgar uma nota conjunta na qual defendem uma saída política que leve à declaração da vacância do cargo de presidente da Câmara e a imediata convocação de uma eleição para eleger o sucessor de Cunha. Em novo encontro, programado para a noite desta quinta-feira, as legendas de oposição negociarão essa fórmula com os líderes de partidos que, juntos, podem formar maioria no plenário.
Diz a nota da oposição: “Tendo em vista que a decisão do STF pelo afastamento não fixou prazo para retorno e tampouco para a conclusão da ação penal, os partidos de oposição consideram vago o cargo de presidente da Câmara e exigem a imediata realização de novas eleições, para que se restabeleça a normalidade e seja retomada a atividade parlamentar na Casa.''
A decisão do STF deixou a Câmara em situação vexatória. Confirmada pelos outros dez ministros que compõem o plenário do tribunal, a liminar expedida pelo ministro Teori Zavascki deixou no ar a impressão de que o tribunal agiu, entre outras razões, para salvar a Câmara de si mesma. O Conselho de Ética da Câmara analisa há quase seis meses o pedido de cassação do mandato de Cunha. E nada.
O grande problema é que Cunha foi afastado do exercício do mandato e da presidência da Câmara temporariamente. Manteve as prerrogativas de deputado. Nesse modelo, a Câmara teria de aturar a interinidade de Waldir Maranhão, um vice precário e também investigado na Lava Jato, até que a situação de Cunha fosse resolvida em termos definitivos.
Pelo regimento, um novo presidente só poderia ser eleito depois que o mandato de Cunha fosse cassado. O que pode demorar meses. Daí o esforço dos líderes para encontrar uma saída política que leve a maioria da Casa a invocar o ineditismo do caso para decretar a vacância do cargo de presidente da Câmara.


STF afasta Cunha, mas o impensável e o lamentável ainda constrangem a nação 

Num rasgo de sensatez, o ministro Teori Zavascki, do STF, afastou Eduardo Cunha do exercício do seu mandato e, em consequência, da presidência da Câmara. Na prática, extirpou-se tardiamente o inacreditável da linha sucessória da nação. Mas a providência não desobriga o brasileiro de acender velas pela saúde de Michel Temer, o virtual presidente da República.
Dado como fava contada, o afastamento de Dilma Rousseff pelo Senado guindará Temer ao topo da hierarquia nacional. Tomado pela pesquisa mais recente do Datafolha, o vice é visto como um presidente indesejável por 60% dos brasileiros. Ainda assim, convém rezar por ele.
Deve-se levar em conta que o comando da Câmara passará às mãos do vice de Cunha, Waldir Maranhão, e que Renan Calheiros continua presidindo o Senado. Ambos são investigados na Lava Jato. Quer dizer: se alguma coisa acontece com o indesejável, assumirá em seu lugar o impensável da Câmara, cujo sucessor direto será o lamentável do Senado.
A decisão de Teori Zavascki cobre de vergonha a Câmara, que se revelou incapaz de eliminar a bactéria que a transformou numa Casa infeccionada. O vexame salta de três pedaços do despacho do ministro do STF.
Num trecho, Teori realça que Cunha no Planalto seria um escracho: “…Não há a menor dúvida de que o investigado não possui condições pessoais mínimas para exercer, neste momento, na sua plenitude, as responsabilidades do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados, pois ele não se qualifica para o encargo de substituição da Presidência da República, já que figura na condição de réu no Inq 3983, em curso neste Supremo Tribunal Federal.”
Noutro trecho, Teori aponta para a desmoralização da Câmara: “Os elementos fáticos e jurídicos aqui considerados denunciam que a permanência do requerido, o deputado federal Eduardo Cunha, no livre exercício de seu mandato parlamentar e à frente da função de Presidente da Câmara dos Deputados, além de representar risco para as investigações penais sediadas neste Supremo Tribunal Federal, é um pejorativo que conspira contra a própria dignidade da instituição por ele liderada. Nada, absolutamente nada, se pode extrair da Constituição que possa, minimamente, justificar a sua permanência no exercício dessas elevadas funções públicas. Pelo contrário, o que se extrai de um contexto constitucional sistêmico, é que o exercício do cargo, nas circunstâncias indicadas, compromete a vontade da Constituição, sobretudo a que está manifestada nos princípios de probidade e moralidade que devem governar o comportamento dos agentes políticos.''
Na sequência, Teori constata a ineficiência do Conselho de Ética da Câmara: “O Ministério Público aponta, também, pelos elementos fáticos trazidos aos autos, que há interferência constante, direta e explícita no andamento dos trabalhos do Conselho de Ética, que visam a julgar o requerido por suposta quebra de decoro parlamentar acerca de fatos relacionados com os investigados nesta Corte e já aqui descritos. O requerido defende-se no sentido de que são todas questões interna corporis da Casa Legislativa. Realmente, não cabe ao Judiciário, em princípio, fazer juízo sobre questões dessa natureza. Mas não é disso que aqui se trata. O que aqui interessa é a constatação de que, objetivamente, a citada Comissão de Ética, ao contrário do que geralmente ocorre em relação a outros parlamentares, tem-se mostrado incapaz de desenvolver minimamente as suas atribuições censórias em relação ao acusado.''
A esse ponto chegamos: o STF fez por pressão o que a Câmara deixou de realizar por obrigação. Cabe agora aos deputados tomar um par de providências: 1) Cassar rapidamente o mandato de Eduardo Cunha, que o STF apenas suspendeu. Com isso, abre-se o prazo de cinco sessões legislativas para a eleição de um novo presidente. 2) Encontrar um substituto decente para o lugar de Waldir Maranhão, o impensável.

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