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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


PT fará encontro estadual para avaliar novos rumos !!

No sábado, dia 12, o PT estará reunindo sua executiva, parlamentares, prefeitos e presidentes municipais do partido para avaliar e debater os novos rumos a serem traçados.

Há muito o que fazer. A derrota de Ana Júlia não representa o fim, mas um novo recomeço.

De certo, colocar o partido nos trilhos é o primeiro passo para que possamos cumprir nosso novo e bem conhecido papel como oposição, agora porém, podendo fazer comparações entre o nosso projeto de governo e o dos tucanos.

Antes porém, o PT fará uma rodada de avaliação, onde as tendências poderão expor suas considerações sobre a eleição e o nosso governo findo em 2010.

Li, muito rapidamente o caderno das teses apresentadas ao partido para o debate, algumas já são do conhecimento públicos, embora nesse caderno elas estejam assinadas pelas tendências, o que é um fato importante para o debate.

Pelo que li, há três linhas gerais de pensamento, as que credenciam a derrota exclusivamente à DS, se abstendo de auto crítica como se não tivessem feitoparte dessa história; outras foram um pouco mais além da simples "fulanização" da analise, ao meu ver contribuindo mais para o debate; e por último a visão da própria DS e da Mensagem, que dão contornos mais externos para as suas análises.

De minha parte, dentre as principais tendências do PT, fiquei muito decepcionado com a tese da Unidade na Luta - UL e da Articulação Socialista - AS, que é simplista ao "culpar" a DS pela derrota, alivia a traição do PMDB, se exclúi da responsabilidade embora tenha feito parte do governo, não enxerga fatores exógenos, não dá nenhum crédito ao governo,  busca a referência apenas com o governo federal e o que mais grave, não discutem a estrátegia eleitoral que foi imposta por eles, com extenso e frágil arco de alianças com a direita, submissão e retardo à tática do PMDB e subestimação a lei da Ficha Limpa e por fim, chegando ao ponto de propor o fim da existência das tendências internas como resposta a sua incapacidade de criar bons quadros políticos. 

Por outro lado, a análise do PT Pra Valer foi, na minha concepção, mais sólida em alguns aspéctos, conseguiu estabelecer uma conexão central entre os diversos motivos que leveram à derrota, incluindo a tática eleitoral equivocada da UL. Peca no entanto no dimensionamento das responsabilidades, mais uma vez a DS é vista de forma isolada e o todo, o conjunto do partido não é devidamente mencionado. Também não estabelece os devidos créditos à gestão e ainda constrói uma idéia equivocada de que o governo era algo intransponível ao partido, o que sinceramente não é verdade.

Por último, a tese da Mensagem, que já publiquei aqui, estabelece uma linha de que o nosso governo é sim um governo com grandes avanços e realizações, sendo portanto um governo de legados. A Mensagem aponta os fatores externos no campo político que tiveram grande influência eleitoral, como por exemplo a rearticulação da direita em torno da candidatura de Jatene. A tese da DS no entanto é omissa quanto à resposta aos equívocos a ela atribuídos, não avaliando internamente a responsabilidade de cada ator no processo. Faz uma clara opção de recuar nas disputas internas para valorizar o debate acerca dos acertos do governo que poderão servir de base para a construção de uma oposição qualificada ao governo tucano.

Vamos ao debate !!

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