quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Partidos lançam nota em defesa de Lula.

"O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação.

As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.

O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.

Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.

Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula .

A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.

Rui Falcão, PT

Eduardo Campos, PSB

Valdir Raupp, PMDB

Renato Rabelo, PCdoB

Carlos Lupi, PDT

Marcos Pereira, PRB

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Lula se revolta: PSB se alia a tucanos em Belém


O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva tem mais um motivo de contrariedade com o PSB. Em Belém, o partido aliou-se ao candidato do PSDB, Zenaldo Coutinho, deputado que liderou a oposição e foi um dos críticos mais ferozes ao governo Lula na Câmara dos Deputados. Na capital paraense, o PSB deu a vice de Zenaldo, Carla Martins. Zenaldo tem um perfil conservador e chegou a presidir a JPDS, a juventude do PDS, partido que apoiou o governo militar. O hoje tucano disputa uma vaga no segundo turno com o petistaAlfredo Costa e com o peemedebista José Priante.

Lula iguala ‘choque de gestão’ tucano à ‘tortura


O adversário, José Serra, é o mesmo de 2010. O apadrinhado, Fernando Haddad, é tão neófito em urnas quanto era Dilma Rousseff. De diferente, apenas o palco reduzido –São Paulo em vez do Brasil— e o imprevisto Celso Russomanno a atrapalhar a idealizada disputa de dois pólos –PT versus PSDB.
Devolvido ao convívio com o microfone, seu melhor afrodisíaco, Lula exibiu a intenção de produzir no gogó a polarização que o pedaço do eleitorado pró-Russomanno lhe sonegou. Em discurso transmitido ao vivo pela internet, dirigiu-se a cerca de 3 mil militantes sindicais nesta terça (11). Foi sua estréia em atos públicos da campanha paulistana. Lula concentrou-se em Serra. Foi mimetizado por Haddad, que falou depois dele.
Em certos momentos, Lula carregou no veneno. “A palavra gestor é muito usada pelos tucanos”, disse a alturas tantas. “Eu nem bem entedida o que diabo era isso. Aí eu fiquei sabendo que era o cara que sabia administrar. Apareceu o choque de gestão. Eu disse: puxa vida, vai voltar a tortura no Brasil? Choque?!?”
Lula disse ter descoberto que o “choque” do PSDB também envolve suplícios: demissão, redução de salários, descaso com os mais pobres. Pôs-se, então, a realçar as “diferenças” entre a Era FHC e seus dois reinados. Apostou, segundo disse, noutro tipo de “eficiência”: a “competência administrativa” a serviço do ser humano.
Foi com “esse espírito”, segundo disse, que optou por convencer o PT a aceitar Haddad como candidato. “Não pensem que foi uma tarefa fácil”, realçou. “Muita gente dizia pra mim: ‘ô, Lula, o Fernando Haddad nem cumprimenta a gente’. E eu respondia: é porque ele tem vergonha, ele é tímido, não está habituado. A Dilma também era assim. Ela abraçava as pessoas de um jeito que eu dizia: ô, Dilma, aperta! Ela apertou. E gostou.” Haddad fará o mesmo, prometeu.
Lula içou 2010 ao topo da memória: “Na campanha da Dilma, uma coisa que discutimos com nossos aliados era se a campanha deveria terminar no enfrentamento direto com nosso adversário ou se precisava ter mais candidaturas para garantir o segundo turno. Achamos que era o enfrentamento direto. E deu certo a tese.”
Quanto a 2012, declarou: “Eu achava que era preciso construir uma candidatura nova em São Paulo. Alguém que nunca tivesse disputado cargo, mas que tivesse compromisso com o partido” e tudo o que vem junto com a sigla: o movimento social, os sindicatos, os moradores de rua e, sobretudo, a militância.
Num instante em que o Datafolha informa que Haddad está a três pontos de Serra, Lula adulou o militante. Equiparou-o à torcida de times como Flamengo e Corinthias: o militante é “um jogador a mais”, um personagem que “faz a diferença.” Pôs-se, então, a enaltecer Haddad e a gestão dele na pasta da Educação.
O ex-soberano reeditou um velho mote que costuma usar nos embates com o PSDB –os pobres contra os ricos. Disse estar cansado de gente que, em campanha, trata pobre “como se fosse rei.” Abertas as urnas, passa a tratá-lo “como se fosse bandido.” Embora já meio esgarçada, a retórica ainda eletrifica a plateia. “Achei que era preciso alguém que desse na campanha o sangue da novidade.”
Haddad foi ao microfone no vácuo do padrinho. Meio sem jeito, pediu desculpas antecipadas pelos efeitos da comparação. “É a primeira vez que eu falo em público depois do presidente Lula.” Na véspera, criticara Russomanno –um “salto no escuro”. Censurado por José Dirceu –“erro primário”— cuidou de ecoar Lula, concentrando-se em Serra e no tucanato.
Grudou o antogonista a dois personagens que as pesquisas internas do PT apontam como aliados molestos: FHC e o prefeito Gilberto Kassab. Sobre FHC, disse que, “catedrático”, tirou milhões do orçamento da Educação. Lula, “o operário”, restituiu “cada centavo”. Quanto a Kassab, apresentou-o como um legado de Serra à cidade de São Paulo.
“Nao é só o fato de ter abandonado a prefeitura que é grave, é o fato de ter abandonado lá o Kassab, que não tem a menor vocação para administrar o que quer que seja…” Referiu-se a Serra como “prefeito de meio mandato, de meio expediente.” Acusou-o de espalhar “mentiras” sobre o “bilhete único mensal”, cereja de sua plataforma eleitoral.
De resto, Haddad declarou que o rival tucano prevalecera sobre Marta Suplicy, em 2004, enrolado na bandeira da saúde. Hoje, disse Haddad, metade dos paulistanos enxerga justamente na área da saúde as principais debilidades no rol de serviços prestados pela prefeitura.
Segundo o Datafolha, Russomanno oscilou três pontos para baixo. Mas continua a liderar a corrida, agora com 32%. Serra escorregou um ponto para baixo. Foi a 20%. Haddad oscilou um ponto para cima: 17%.
Estatisticamente, continuam tecnicamente empatados. Mas a distância entre os dois encurtou-se de cinco para três pontos. Quer dizer: a polarização ansiada por Lula transferiu-se para a disputa pela vice-liderança. Vale um bilhete único para o segundo turno.

Dirceu critica Haddad por cometer ‘erro primário’ de alvejar Russomanno: ‘a disputa é com Serra


Dirceu critica Haddad por cometer ‘erro primário’ de alvejar Russomanno: ‘a disputa é com Serra


Num instante em que aguarda pelo veredicto do STF, o réu José Dirceu encontrou tempo para analisar o cenário da disputa eleitoral de São Paulo. Em texto veiculado no seu blog, criticou Fernando Haddad, o candidato do PT à prefeitura paulistana. Acha que o apadrinhado de Lula comete um “erro primário”: em vez de concentrar suas baterias no antagonista tucano José Serra, ataca Celso Russomanno.
“Nosso foco no momento deve ser […] ir para o segundo turno. Lá é que vamos enfrentar Russomanno de fato. Agora, nestas quatro semanas finais de campanha para o 7 de outubro, primeiro turno, nossa disputa é com José Serra”, ensinou Dirceu. Como evidência do equívoco de Haddad, ele recordou uma passagem da véspera:
“Na caminhada de campanha nesta segunda-feira, entre as praças Ramos de Azevedo e da República, no centro antigo de São Paulo, a senadora Marta Suplicy e o candidato do PT Fernando Haddad se dividiram em ataques aos adversários. A senadora chamou o tucano José de ‘rei do embromation’ e o candidato petista advertiu que votar em Russomanno é um ‘salto no escuro’.”
O erro da dispersão –“primário”, no dizer de Dirceu— “já foi cometido” pelo PT em campanhas anteriores. “Não devemos, não podemos e não temos por que repeti-lo”, escreveu o estrategista do petismo. Para Dirceu, a conquista dos dois terços de votos que levarão Haddad ao segundo turno passa pela “desconstrução” de Serra.
Como fazer? “[…] Principalmente pela crítica ao governo Gilberto Kassab –desaprovado por 80% dos moradores da capital”, lecionou Dirceu. De resto, o sucesso de Haddad passaria “pelo resgate dos governos [municipais] do PT” (Luiza Erundina e Marta Suplicy) e “pela apresentação das propostas e do propgrama de governo de Haddad.”
Todo mundo surpreende-se com o desempenho do ex-azarão Russomanno. Todo mundo, menos Dirceu. Para ele, “a subida do Russomano, seu primeiro lugar nas pesquisas eleitorais, não surpreende.” Gênio do fato consumado, o companheiro realçou o já ocorrido: “Sampa já elegeu quatro prefeitos conservadores e populistas só nos últimos tempos – Jânio Quadros (PTB), Paulo Maluf (PDS), Celso Pitta (PDS) e Gilberto Kassab (DEM-PSDB).”
Abstendo-se de reparar que o ex-padrinho de Celso Pitta é hoje um aliado do PT, Dirceu acrescentou: “Os dois últimos [Ptta e Kassab], aliás, elegeram-se somando votos de seus padrinhos políticos conservadores, Maluf e José Serra.” Para não perder o hábito, o estrategista injetou na análise uma critica à mídia, sempre ela.
“Temos que nos lembrar, ter muito presente sempre, que José venceu em 2004 (na única das quatro vezes em que disputou a prefeitura, à qual renunciou 16 meses depois) em cima de uma demolidora campanha da mídia contra nossa então prefeita Marta Suplicy. Campanha feita exatamente para ajudá-lo.”

Relator volta a ‘bater boca’ com revisor no STF.


“Isso aqui não é academia. [...] Vamos parar com esse jogo de intrigas. Faça o seu voto de maneira sóbria!” O comentário do relator Joaquim Barbosa reacendeu o pavio de suas divergências com o colega Ricardo Lewandowski no julgameto do mensalão. “Vossa Excelência está dizendo que meu voto não é sóbrio?”, espantou-se Lewandowski, revisor do processo. “[...] Estou perflexo!”
O tempo fechou durante a leitura do voto de Lewandowski. Dirigindo-se a estudantes de direito que acompanham o julgamento, o revisor realçou a importância da análise do contraditório num processo penal. Barbosa enxergou na observação uma estocada velada. Abespinhado, insinuou que o relator ecoa no plenário do Supremo críticas dos advogados dos réus ao trabalho dele. “Repete o que é dito nos jornais”, alfinetou.
“Leiam o meu voto. Isso é insinuação”, disse Barbosa, algo contrafeito. “Vossa Excelência está dizendo: ‘É assim que se faz’. Vamos parar com esse jogo de intrigas.” Lewandowski cobrou do colega exemplos palpáveis. Barbosa reiterou a insinuação de que o colega o estaria acusando de negligenciar os argumentos da defesa. “Vossa Excelência está tentando mostrar a heterodoxia nas entrelinhas do seu voto. Quer demonstrar que eu não faço uso do contraditório. Temos estilos diferentes. Digo uma coisa em duas, três linhas, não preciso mais do que isso.”
E Lewandowski: “Estou perplexo! Não tenho perdido oportunidade de elogiar a clareza do voto de Vossa Excelência. [...] Sei do esforço que fez para chegar ao ponto que chegamos. Proferiu um belo voto. Há pontos em que nós discordamos. Mas jamais ousaria insinuar que o voto de Vossa Excelência seja incompleto ou de qualquer forma não tenha atendido aos cânones processuais. Está fazendo uma ilação completamente descabida.”
“Lamento”, disse, seco, Barbosa. Lewandowski prosseguiu: “Eu também lamento. Aliás, reafirmo a admiração e o respeito que que tenho pelo trabalho. Não tem nenhuma crítica ao trabalho de Vossa Excelência. [...] Eu é que, em homenagem à juventude que nos brinda com a presença nesse auditório é que quis, com o vezo de professor, [...] reafirmar aos futuros advogados a importância do contraditório no processo penal.”
Munidos de panos quentes, Aytes Britto e Celso de Mello –presidente e decano do Supremo— intervieram para conter o rififi. Barbosa, porém, não se deu por achado: “Todos temos experiência e não necessitamos de lições.” Lewandowski indagou: “Devo, então, saltar [a leitura dos] argumentos da defesa? Voltou a dizer: não tenho nenhuma pretensão de dar lições a quem quer que seja. É apenas um segundo olhar sobre os autos…”
Lewandowski acabara de inocentar a ré Ayanna Tenória, ex-vice-presidente do Banco Rural, da acusação de lavagem de dinheiro. Algo que, a contragosto, Barbosa também fizera na sessão de segunda-feira (10). O curto-circuito ocorreu no instante em que o revisor absolvia também Geiza Dias, ex-funcionária da SMP&B, a agência de publicidade de Marcos Valério.
Para Lewandowski, os dados contidos nos autos ornam com o cenário descrito pela defesa de Geisa. Ela seria mera secretária da agência. Uma funcionária subalterna que não teria conhecimento do esquema de lavagem de dinheiro que ocultou repasses das verbas de má origem do mensalão a políticos indicados por Delúbio soares a Valério. Geisa seria mera “batedora de cheques”, disse Lewandowski, repetindo expressão da defesa.
Após absolver Ayanna e Geisa, Lewandowski lê o pedaço do seu voto em que analisa as condutas de Valério e seus ex-sócios e dos altos gestores do Banco Rural. Pelo rumo da argumentação, não deve inocentar todos eles.
Ao abrir a sessão, o presidente Ayres Britto enaltecera a presença dos estudantes de direito no plenário. Citou os nomes das faculdades. Deu as boas-vindas aos estudantes e seus professores. Os visitantes não suspeitavam que seriam submetidos a uma lição tão enriquecedora. Aprenderam como não devem proceder os magistrados. Devem estar ruminando uma pergunta: “Por que diabos Barbosa e Lewandowski referem-se um ao outro de Vossa Excelência?”
- Atualização feita às 19h57 desta quarta (12): Terminou a sessão. Lewandowski votou pelacondenação de ex-gestores do Banco Rural, de Marcos Valério e Cia.. Mas absolveu quatro dos dez réus desta terceira ‘fatia’ do processo do mensalão. O julgamento será retomado nesta quinta (13), a partir do voto da ministra Rosa Weber.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

É o plagio! É o plágio! É o plágio! É o plágio! É o plágio!



Não satisfeito de piratear uma imagem do Lula, gravada ainda para a campanha ao governo do Pará, em 2006, quando o ex-presidente ainda estava de barba, usando-a na propaganda atual, à PMB; o PMDB resolveu plagiar um dos mais marcantes jingles da campanha petista de 2010, substituindo simplesmente o "É o 13" por "É o 15". Sem qualquer retoque que dissimule a usurpação.
Nem a parte da letra que diz, "...Quem não aguentar, pode ir pescar..." tiveram o cuidado de suprimir sobrando, com isso, farpa até para Simão Lorota. Credo!

Via Blog Perereca da Vizinha.




Simão Jatene e Mário Couto, a dupla dinâmica: café a R$ 63,00 e tapioquinha paga pelo contribuinte.





De bicheiro a connaisseur: Mário Couto torra verba indenizatória do Senado em verdadeiros banquetes nos restaurantes mais chics de Belém. Comilança chega a custar mais de R$ 600,00. Dinheiro público banca até o sorvetinho e a tapioquinha do senador.



Pelo menos desde janeiro do ano passado, o senador Mário Couto Filho, do PSDB, vem realizando um verdadeiro tour gastronômico pelos melhores e mais caros restaurantes de Belém.
 

Uma extraordinária dolce vita, um dolce far niente, ao qual não falta nem o sorvetinho da Cairu. Ou uma arretada tapioquinha. 
 

Em 16 de abril do ano passado, um sábado, Mário Couto esteve na Forneria Santa Genoveva, na Antonio Barreto, um restaurante chiquérrimo, que, apesar de caro, tem até fila de espera. E, pelo valor da conta, o rangão deve ter sido bem bacana: R$ 152,45.

Em 20 de julho de 2011, uma quarta-feira, foi a vez do Dom Giuseppe, na Conselheiro Furtado, talvez o melhor restaurante de comida italiana de Belém. A julgar pela fatura, a mesa deve ter sido adubada: R$ 265,00.

Em 24 de julho de 2011, um domingo, quem sabe por andar enfastiado de tanta massa, o senador resolveu visitar o Remanso do Peixe, talvez a peixaria mais cara da cidade. Deve ter comido feito um bárbaro: a conta ficou em R$ 292,38.

E, como ninguém é de ferro, em 06 de agosto daquele ano, um sabadão, Mário Couto decidiu amenizar o calorão de Belém com os deliciosos sorvetes da Cairu. E ponha sorvete nisso: o senador pagou à Cairu nada menos que R$ 63,12.

Pagou - vírgula. Porque quem pagou tudo isso foi você, caro leitor.

Todos esses banquetes, e vários outros saboreados por Mário Couto ao longo do ano passado e deste ano, foram pagos pelo Senado Federal, através da verba indenizatória que se destina a cobrir os gastos das Vossas Excelências com a atividade parlamentar.

Funciona assim: além dos R$ 26,7 mil que recebem de salário, da cobertura de despesas de saúde e de telefone; de apartamento funcional em Brasília ou auxílio-moradia de até R$ 3.800,00, os senadores ainda dispõem de uma quantia financeira para o exercício da atividade parlamentar.

O “cotão”, como é mais conhecido, inclui uma parte destinada aos gastos com passagens aéreas, que varia em função do custo da viagem entre cada estado e Brasília (no caso do Pará, ela é de R$ 25.426,20 por mês; só a do Amazonas é maior).

A outra parte do “cotão” é igual para todos os senadores: são R$ 15 mil mensais de verba indenizatória, para as demais despesas oriundas do mandato – gastos com alimentação e combustíveis; aluguel e material de consumo do escritório político no estado de origem; contratação de consultorias, divulgação, por exemplo.

E é justamente a verba indenizatória que tem custeado a orgia gastronômica de Mário Couto, mediante a apresentação, ao Senado, dos recibos de banquetes em restaurantes caríssimos e dos pagamentos a hotéis de Brasília, Belém e Salinas. Nada escapa: nem mesmo a notinha do dinheiro gasto com o sorvete e a tapioca que ele consome em Belém, a cidade onde mora. 

Morto de chic desde os tempos em que era porta-voz da inusitada Associação dos Banqueiros e Bicheiros do Estado do Pará (Aqui: http://pererecadavizinha..blogspot.com.br/2012/03/nos-tempos-da-bicharia.html  E aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/05/fotos-historicas-do-senador-mario-couto.html ) Mário Couto regalou-se com o dinheiro do contribuinte no melhor circuito gourmet e, por que não dizer, connaisseur.

Em 20 de janeiro do ano passado, uma quinta-feira, ele esteve no requintado restaurante Benjamin, no centro de Belém, cujo proprietário é o secretário especial Sérgio Leão, braço direito do governador Simão Jatene. Lá, Couto consumiu R$ 274,56.

Em 07 de fevereiro deste ano, uma terça-feira, visitou o très chic Le Vin Bistrô, em Brasília, especializado em comida francesa e famoso, também, pela carta de vinhos. Preço da comilança: R$ 187,72.

Mas as orgias mais impressionantes – de acordo com o portal da Transparência do Senado Federal – ocorreram nos restaurantes Fortunata, no Lago Sul, em Brasília, e no La Madre, na travessa Rui Barbosa, em Belém.

O recibo que consta no portal da Transparência do Senado, e que está datado de 01 de dezembro de 2011, aponta um gasto de R$ 777,48 no Fortunata.

No La Madre, a data do recibo é de 15 de abril de 2012, um domingo, e o valor é de R$ 601,15.

Outro recibo do La Madre, de 09 de março deste ano, tem o valor de R$ 397,27.

Depois do Fortunata e do La Madre, vêm os gastos no Spazzio Verdi da Estação das Docas (R$ 375,00, em documento datado de 06 de março de 2011, um domingo); no restaurante Picanha e Companhia da Pedro Álvares Cabral (recibo de R$ 367,25, de 06 de fevereiro de 2011, um domingo); e na Tratoria San Genaro, na Almirante Wandenkolk, também em Belém.

Na Tratoria, o recibo de 20 de julho deste ano tem o valor de R$ 320,00. Outro recibo, de 08 de março do ano passado, é de R$ 308,40.

São quantias tão impressionantes que colocam, de cara, dois problemas.

O primeiro é o fato de o Senado bancar essa gastança na cidade em que mora o senador. 

Sim, porque se Mário Couto tivesse gastado R$ 100,00 de alimentação em Faro ou Jacareacanga, isso até que poderia ser explicado como despesa decorrente da atividade parlamentar. Mas, em Belém, e ainda por cima num domingão?

O segundo problema é a impossibilidade de, mesmo num restaurante caro, alguém gastar sozinho todo esse dinheiro, em uma única refeição e sem consumir bebidas alcoólicas.

Ou seja, se cada um desses recibos corresponder, de fato, a apenas uma ida a esses restaurantes, das duas, uma: ou Mário Couto consumiu bebidas alcoólicas, ou custeou as refeições de outras pessoas. 

Em qualquer dos casos, sempre com dinheiro público.

Veja-se o exemplo da Picanha e Companhia, na Pedro Álvares Cabral. 

Lá, diz por telefone uma funcionária, o rodízio custava, no ano passado, R$ 53,00, já incluído o antepasto. 

Neste ano, o rodízio deixou de incluir o antepasto e o preço caiu para R$ 47,90. Mas a comilança continua irretocável: 19 tipos de carne, seis pratos quentes, 20 tipos de salada, além de outros acompanhamentos.

Então, como é possível que o senador tenha consumido R$ 367,25 naquele restaurante?

Outro exemplo: o La Madre, do qual, segundo o portal da Transparência do Senado, há um recibo de R$ 601,15, e outro de R$ 397,27.

Naquele restaurante, informa um funcionário, o preço médio de um prato de filé é R$ 52,00 -  e o prato mais caro, à base de bacalhau, custa R$ 83,00.

Mais um exemplo: o badaladíssimo Armazém Belém, no shopping Doca Boulevard, do qual há um recibo de R$ 240,20, datado de 11 de maio deste ano. 

Lá, o prato mais caro (o bacalhau com batatas a murro e risoto de parmesão) custa R$ 77,00 e dá para duas pessoas. E o antepasto mais caro, a marinada de bacalhau, sai a R$ 120,00 – o quilo.

Outro exemplo: o Remanso do Peixe, talvez a melhor e mais cara peixaria de Belém, do qual consta um recibo de R$ 292,38, datado de 24 de julho do ano passado, um domingo. 

No Remanso, os pratos mais caros, a caldeirada e a paella, custam em torno de R$ 140,00 e dão para duas ou três pessoas.

Entre as notas fiscais apresentadas por Mário Couto para ressarcimento pelo Senado, há gastos, também, em lanchonetes e restaurantes mais baratos, como o China in Box, Subway, Spolleto, McDonald’s e Habib’s. 

Mas a farra com dinheiro público é tão impressionante que até mesmo desses estabelecimentos há notas fiscais que chamam a atenção.

Exemplo: a Tapioquinha do Mosqueiro, na rua dos Pariquis, considerada a melhor tapiocaria de Belém, da qual há um recibo de R$ 39,00, datado de 14 de julho deste ano, um sábado. 

O problema é que na Tapioquinha do Mosqueiro o café com leite custa R$ 2,30, e as tapiocas mais caras, a base de carne e queijo cuia ou provolone, custam R$ 5,00.

O mesmo se pode dizer do recibo referente a uma despesa, em 3 de março deste ano, de R$ 54,40 na lanchonete Subway da Senador Lemos (CNPJ 07.918.379/0001-62, nome empresarial MA Carvalho de Bastos). 

Na Subway, os sanduíches mais caros (o de rosbife e o Melt, com 30 centímetros) custam R$ 18,25.

Idem para o recibo datado de 26 de fevereiro deste ano, referente a um gasto de R$ 67,30 no restaurante Habib’s da Praça Justo Chermont (CNPJ 04.993.401/0001-40; nome empresarial Delvaux & Sampaio Ltda). 

No Habib’s, o prato mais caro, o Primavera, custa R$ 15,50. A pizza mais cara, a de quatro queijos, grande, com 8 fatias, sai a R$ 16,90. Uma coca-cola  de dois litros fica em R$ 6,30. E a sobremesa mais cara, a taça Habib’s, com quatro bolas de sorvete, sai a R$ 9,80. 

Em reportagens de março deste ano, sobre as despesas do Senado com a multiplicação dos assessores parlamentares, que incluem até fantasmas e parlamentares cassados (Aqui: http://oglobo.globo.com/pais/senadores-cargos-comissionados-multiplicam-em-ate-cinco-vezes-4285005 Aqui: http://oglobo.globo.com/pais/senadores-empregam-fantasmas-ate-parlamentares-cassados-4279654 E aqui: http://oglobo.globo.com/pais/lista-de-senadores-que-empregam-fantasmas-parentes-ou-investigados-4279623 ), o jornal O Globo informa que os funcionários do Senado, efetivos ou não, têm direito a um vale-refeição de R$ 638,00 por mês.

Apesar disso, há informações, na internet, de que os senadores podem utilizar a verba indenizatória também para o pagamento das refeições dos funcionários de seus gabinetes.

No entanto, ainda que os felizes contemplados por esses banquetes sejam servidores do Senado e que tudo esteja nos conformes à luz da legislação urdida pelas Vossas Excelências, fica a imoralidade dessa gastança de dinheiro público em restaurantes caríssimos, e até em domingões  e feriadões.

E ainda a falta de senso, para dizer o mínimo, de um senador da República, que, apesar de receber quase R$ 27 mil por mês só de salário, ainda tem a coragem de pedir reembolso do Senado até dos R$ 11,00 que gastou em uma sorveteria, na cidade onde mora.

É uma situação tão impressionante que só encontra paralelo naquele superfaturado café da manhã no Hangar, que custou - pelo menos - R$ 63,00 por pessoa, num estado de população miserável, como é o caso do Pará (Leia aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/08/so-ponta-do-iceberg-mp-pede-informacoes_30.html ).


Confira nos quadrinhos abaixo, extraídos do portal da Transparência do Senado, alguns dos banquetes de Mário Couto bancados com o dinheiro do contribuinte.


Aqui, a gastança mais impressionante: R$ 777,48 no restaurante Fortunata, no Lago Sul, em Brasília, em dezembro do ano passado. Nove linhas acima, no quadrinho, a conta na empresa MDR Restaurante, que é o Hikari Sushi, na Serzedelo Correa, em Belém: R$ 244,70:



A segunda maior gastança gastronômica do senador: R$ 601,15, em abril deste ano, no restaurante La Madre, na Rui Barbosa, em Belém. Confira:



A conta na Tapioquinha do Mosqueiro (o nome está escrito errado, mas o CNPJ confere): R$ 39,00 num sabadão, em plenas férias de julho – e apesar de a tapioca mais cara custar R$ 5,00. Na última linha do quadrinho, a despesa de R$ 320,00, numa sexta-feira, na empresa AAP da Cruz Filho, que é a Tratoria San Genaro:



O Bom Paladar Alimentos, que é o restaurante Spazzio Verdi da Estação das Docas: documento fiscal de R$ 375,00. Note, ainda, a primeira empresa do quadrinho: na AAP da Cruz Filho, que é a Tratoria San Genaro, a conta foi de R$ 308,40:


O Conde Restaurante, ou melhor, a Picanha e Companhia da Pedro Álvares Cabral: conta de R$ 367,25:


O Remanso do Peixe: conta de R$ 292,38. Note na primeira linha do quadrinho a despesa no Dom Giuseppe: R$ 265,00.



No restaurante La Madre, em março deste ano, a fatura ficou em R$ 397,27. Seis linhas acima, o gasto de R$ 275,00 na empresa Braga&Maués, que é o Sushi Ruy Barbosa:


A conta de R$ 63,12 na sorveteria Cairu, em agosto do ano passado, quando um sorvete custava uns R$ 3,20. Note, também, a despesa de R$ 196,00 na empresa Sbrama&Sbrama, que é o restaurante La Traviata:



No sempre lotado Armazém Belém, no shopping Doca Boulevard, a despesa, em maio deste ano, ficou em R$ 240,20:


A requintada e concorrida Forneria Santa Genoveva (nome empresarial R&S Comércio de Alimentos): conta de R$ 160,85. Cinco linhas acima, a despesa, na sorveteria Cairu, de apenas R$ 11,91, da qual Mário Couto também pediu ressarcimento ao Senado. Na primeira linha do quadrinho, mais uma conta do Remanso do Peixe: R$ 235,62

 
O chiquérrimo Le Vin Bistrô, em Brasília, especializado em comida francesa e famoso, também, pela carta de vinhos: conta de R$ 187,72. Na primeira linha do quadrinho, o gasto de R$ 157,52 na empresa MDR Restaurante, que é o Hikari Sushi da Serzedelo Correa, em Belém.14 linhas abaixo do Le Vin, a despesa de R$ 171,00 na empresa Rodízios do Pará, que é a churrascaria Rodeio da Augusto Montenegro, na qual o rodízio custa R$ 45,00 e, o bufê a quilo, R$ 35,90:  



E confira agora a listagem com  os gastos de Mário Couto, apenas em 2011 e neste ano, com restaurantes, docerias, sorveterias e hotéis, tudo bancado com a verba indenizatória do Senado Federal.

 
Depois de extraídos os dados do Portal da Transparência do Senado, os CNPJs foram checados no site da Receita Federal.

A lista não contempla todos os gastos, mas apenas os mais significativos e, especialmente, em Belém. 

Das lanchonetes e restaurantes mais baratos foram mantidos apenas o McDonald’s, devido à frequência; e as docerias, sorveteria e tapiocaria, por emblemáticas. 


Hotéis


1) CNPJ 11.350.464/0001-44: Hotel Paraíso do Atlântico, no Atalaia, em Salinópolis. Data: 22/10/2011, um sábado. Valor: R$ 110,22

2) CNPJ 83.579.664/0001-84: Hotel Clube Prive do Atalaia, na estrada do Atalaia, em Salinópolis. Data: 07/10/2011, uma sexta-feira. Valor:  R$ 111,10

3) CNPJ 26.418.749/0001-47: Paulo Octavio Hoteis e Turismo Ltda, na Asa Norte, em Brasília. Datas: em 05/10/2011, uma quarta-feira, R$ 169,95; em 05/08/2011, uma sexta-feira, R$ 89,65.

4) CNPJ 00.314.971/0001-06: Byblos Hotel Ltda, na Asa Norte, em Brasília. Datas: em  06/10/2011, uma quinta-feira, R$  360,00; em 28/09/2011, uma quarta-feira, R$ 180,00; em 17/08/2011, uma quarta-feira, R$ 186,00; em 27/06/2011, uma segunda-feira, R$ R$ 327,00.

5) CNPJ 45.441.787/0001-40: Norte Hotelaria SA. É o Hotel Regente, na Governador José Malcher, 485, em Belém. Data: 12/02/2011, um sábado. Valor: R$ 82,94 mais R$ 5,50.

6) CNPJ 02.223.966/0058-59: Atlantica Hotels Internacional Brasil Ltda. É o Metropolitan Flat, na Asa Norte, em Brasília. Em 09/07/2012, uma segunda-feira, R$ 217,35.



 Restaurantes e lanchonetes em Belém:


1) CNPJ 06.127.738/0001-09:AAP da Cruz Filho Restaurante. É a Tratoria San Genaro, na Almirante Wandenkolk, 666. Datas:

Em 21/01/2011, uma sexta-feira, R$ 202,40.
Em 08/03/2011, uma terça-feira, R$ 308,40
Em 29/05/2011, um domingo, R$ 7,28
Em 10/07/2011, um domingo, R$ 140,90
Em 03/07/2011, um domingo, R$ 140,90
Em 12/08/2011, uma sexta-feira, R$ 51,50
Em 04/09/2011, um domingo, R$ 135,30
Em 18/09/2011, um domingo, R$ 143,40
Em 13/11/2011, um domingo, R$ 150,00
Em 25/04/2012, uma quarta-feira, R$ 104,40
Em 14/04/2012, um sábado, R$ 80,00
Em 11/05/2012, uma sexta-feira, R$ 56,00
Em  20/07/2012, uma sexta-feira, R$ 320,00

2) CNPJ 04.636.942/0001-11: Romasi Comércio de Alimentos Ltda. É o restaurante Mister Fuji Grill, na Almirante Wandenkolk, 373. Datas:

Em 16/01/2011, um domingo, R$ 208,78
Em 01/10/2011, um sábado, R$ 135,19
Em 10/04/2011, um domingo, R$ 189,20
Em 11/03/2012, um domingo, R$ 104,00
Em 01/05/2012, uma terça-feira e feriado, R$ 127,70

3) CNPJ 01.434.292/0001-33: Messias e Messias Ltda-EPP. É o La Madre Ristorante, na travessa Rui Barbosa, 1440. Datas:

Em 22/01/2011, um sábado, R$ 148,50
Em 12/03/2011, um sábado, R$ 224,18
Em 23/10/2011, um domingo, R$ 195,32
Em 27/01/2012, uma sexta-feira, R$ 197,36
Em 19/02/2012, um domingo, R$ 90,24
Em 03/03/2012, um sábado, R$ 120,29
Em 09/03/2012, uma sexta-feira, R$ 397,27
Em 15/04/2012 , um domingo, R$ 601,15
Em  06/05/2012, um domingo, R$ 117,92
Em 07/06/2012, uma quinta-feira, R$ 169,40

4) CNPJ 04.065.703/0001-59: É o badalado Xícara da Silva, café e pizzaria, na Doca de Souza Franco, em Belém. Datas:

Em 19/01/2011, uma quarta-feira, R$ 191,00
Em 30/01/2012, uma segunda-feira, R$ 49,00

5) CNPJ 04.920.682/0001-01: Restaurante Avenida, na avenida Nazaré, 1086. Data:

Em 01/01/2011, em sábado (e feriado), R$ 120,00

6) CNPJ 11.125.555/0001-86: S. L. Restaurante & Buffet Ltda. É o restaurante Benjamin, na Benjamin Constant, 1361. É um dos mais caros de Belém e pertence ao secretário especial Sérgio Leão, braço direito do governador Simão Jatene. Data:

Em 20/01/2011, uma quinta-feira, R$ 274,56

7) CNPJ 83.765.289/0001-67: Sbrama & Sbrama Ltda. É o restaurante La Traviata, na avenida Visconde de Souza Franco, 1454, em Belém. Datas:

Em 02/01/2011, um domingo, R$ 149,60
Em 24/08/2011, uma quarta-feira, R$ 196,00
Em 26/02/2012, um domingo, R$ 81,40
Em 01/05/2012, uma terça-feira e feriado, R$ 113,00
Em 14/07/2012, um sábado, R$ 197,30

8) CNPJ 04.100.916/0001-74: Cristiane R. Salomão –ME. É o restaurante Beto Grill, na travessa Doutor Moraes, 581. Datas:

Em  09/01/2011, um domingo, R$ 223,17
Em 13/03/2011, um domingo, R$ 128,48
Em 01/03/2012, uma quinta-feira, R$ 55,55
Em 24/06/2012, um domingo, R$ 90,35

9) CNPJ 08.329.352/0001-05: T de O Leal Martins Restaurante-ME. É o Lá em Casa, que fica na Estação das Docas. Datas:

Em  24/02/2011, uma quinta-feira,  R$ 213,00.
Em  20/03/2011, um domingo, R$ 29,80
Em  06/03/2011, um domingo, R$ 194,80

10) CNPJ 12.720.996/0001-99:  Conde Restaurante Ltda. É o Picanha&Cia Class e Eventos, na avenida Pedro Álvares Cabral, 307. Datas:

Em  06/02/2011, um domingo, R$ 367,25
Em  04/03/2012, um domingo, R$ 126,32

11) CNPJ 03.072.197/0001-62 : M B B Conde – ME. É a churrascaria Picanha&Cia da rua Bernal do Couto, 260. Datas:

Em 19/06/2011, um domingo, R$ 136,99
Em 25/09/2011,  um domingo, R$ 68,90
Em 12/10/2011, uma quarta-feira, R$ 162,36
Em 08/12/2011, uma quinta-feira, R$ 108,90
Em 19/06/2011, um domingo, R$ 136,99
Em 19/02/2012, um domingo, R$ 112,53
Em 08/07/2012, um domingo, R$ 69,40

12) CNPJ 03.676.504/0001-14 : Farias Cardoso Restaurante Ltda. É o restaurante Divina Comida, na avenida Serzedelo Correa, 168. Datas:

Em 20/02/2011, um domingo,  R$ 120,00
Em 27/03/2011,um domingo,  R$ 93,76
Em 03/04/2011, um domingo, R$ 128,87
Em 01/05/2011, um domingo, R$ 116,93
Em 16/07/2012, uma segunda-feira, R$ 80,31

13) CNPJ 03.841.372/0001-39: É o Capone Ristorante, na Estação das Docas. Datas:

Em  10/02/2011, uma quinta-feira, R$ 172,70
Em  20/03/2011, um domingo, R$ 139,00

14) CNPJ  02.402.182/0001-52: É a Doceria Nega Maluca, na rua Domingos Marreiros, 325. Datas:

Em 26/02/2011, um sábado, R$ 74,40
Em 25/07/2011, uma segunda-feira, R$ 51,30
Em 14/01/2012, um sábado, R$ 47,80

15) CNPJ 09.644.120/0002-87: Braga & Maués Ltda. É o restaurante Sushi Ruy Barbosa, na Travessa Rui Barbosa, 1816. Datas:

Em  07/03/2011, uma segunda-feira, R$ 257,40
Em 05/03/2011, um sábado, R$ 116,60
Em 01/10/2011, um sábado, R$ 140,80
Em 11/03/2012, um domingo, R$ 275,00
Em 11/06/2012, uma segunda-feira, R$ 121,00

16) CNPJ 09.644.120/0001-04: Braga&Maués Ltda. É o restaurante Hai Temaki, na travessa Quintino Bocaiuva, 1696. Datas:

Em 14/12/2011,  uma quarta-feira, R$ 112,50
Em 29/04/2012, um domingo, R$ 96,25
Em 18/05/2012, uma sexta-feira, R$ 23,00
Em 03/07/2012, uma terça-feira, R$ 40,87

17) CNPJ 07.941.605/0003-98 :  L. N. M. E Silva Serviços de Alimentação. É o restaurante Treviso Metropolitan, na rua dos Mundurucus, 3100, no elegante edifício Metropolitan Tower. Datas:

Em  09/03/2011, uma quarta-feira, R$ 118,00
Em 26/02/2012, um domingo, R$ 54,47
Em 13/05/2012, um domingo, R$ 214,88

18) CNPJ 34.642.579/0001-08:  É o restaurante Dom Giuseppe, na Conselheiro Furtado, 1420. Datas:

Em  05/03/2011, um sábado, R$ 87,30
Em 20/07/2011, uma quarta-feira, R$ 265,00
Em 31/03/2012, um sábado, R$ 117,00
Em 22/04/2012, um domingo, R$ 153,50

19) CNPJ 83.755.207/0001-01: Pães e Sorvetes Cairu Ltda. É a sorveteria Cairu da avenida Governador José Malcher, 1895. Datas:

Em 09/03/2011, uma quarta-feira, R$ 25,21
Em 02/07/2011, um sábado, R$ 54,72
Em 06/08/2011, um sábado, R$ 63,12
Em 10/09/2011, um sábado, R$ 11,91
Em 02/11/2011, uma quarta-feira, R$ 53,76
Em 04/03/2012, um domingo, R$ 43,73
Em 10/06/2012, um domingo, R$ 14,79

20) CNPJ  63.855.910/0001-76:  P & A Comercial Ltda. É o Boteco das Onze,  na Praça Frei Caetano Brandão, na Cidade Velha. Data:

Em  26/03/2011, um sábado, R$ 186,78

21) CNPJ 10.761.213/0001-90:  R & S Comércio de Alimentos Ltda. É a Forneria Santa Genoveva, na rua Antonio Barreto, 948. Datas:

Em 16/04/2011, um sábado, R$ 152,45
Em  07/09/2011, uma quarta-feira (feriado), R$ 160,85

22) CNPJ  03.751.209/0001-85:   Bom Paladar Alimentos Ltda. É o restaurante Spazzio Verdi da Estação das Docas. Data:

Em  06/03/2011,  um domingo, R$ 375,00

23) CNPJ 22.960.900/0001-13: É o Spazzio Verdi da rodovia Augusto Montenegro, 4300, segundo andar, loja 2006, no Parque Verde. Datas:

Em 29/02/2012, uma quarta-feira, R$ 47,30
Em 27/02/2012, uma segunda-feira, R$ 44,36

24) CNPJ 05.015.854/0001-65: Movie Bar e Restaurante Ltda. Não consta nome de fantasia na Receita Federal, mas o endereço é do Roxy Bar, na rua Senador Lemos, 231. Data:

Em 03/04/2011,  um domingo, R$ 124,00

25) CNPJ 04.904.311/0001-36:  Celta Alimentos Ltda. É o restaurante Família Tratoria, na travessa Benjamin Constant, 1415. Datas:

Em  30/07/2011, um sábado, R$ 108,35
Em 14/09/2011, uma quarta-feira, R$ 107,91

26) CNPJ 11.140.987/0001-66 : É o badaladíssimo (e caro) Armazém Belém, que fica na avenida Visconde de Souza Franco, 776, ou seja, no Shopping Doca Boulevard, o mais luxuoso de Belém. Datas:

Em  09/04/2011, um sábado, R$ 51,86
Em  29/04/2012, um domingo, R$ 91,85
Em 11/05/2012, uma sexta-feira, R$ 240,20
Em  26/05/2012, um sábado, R$ 229,35
Em  01/06/2012, uma sexta-feira, R$ 80,85  
Em 12/06/2012, uma terça-feira, R$ 91,00
Em 13/07/2012,  uma sexta-feira, R$ 92,79

27) CNPJ 01.092.367/0001-45: W. S. R. Martins&Martins Serviços de Alimentos Ltda. Na Receita Federal, não consta nome de fantasia, mas o endereço é o do restaurante Pomme D’Or da Generalíssimo Deodoro, 1513. Datas:

Em 07/03/2011, uma segunda-feira, R$ 73,63
Em 25/08/2011, uma quinta-feira, R$ 58,06
Em 18/09/2011, um domingo, R$ 58,36
Em  23/02/2012, uma quinta-feira, R$ 51,93
Em 08/04/2012, um domingo, R$ 32,41 mais R$ 89,12 – a despesa foi dividida em duas notas.

28) CNPJ  05.259.208/0002-24: M. Rocha Martins. É o Pomme D’Or Plaza, na avenida Governador José Malcher, 2388. Data:

Em 08/04/2012, um domingo, R$ 79,00

29) CNPJ:  04.810.182/0001-17: Amaral e Cia. Ltda. Consta no portal da Transparência do Senado que é o Doçura’s  Delikatessen, que fica ou ficava na travessa Jerônimo Pimentel, 54. Datas:

Em 03/04/2011, um domingo, R$ 37,00 e mais R$ 52,50, em notas separadas.
Em 02/07/2011, um sábado, R$ 28,50
Em  18/09/2011, um domingo, R$ 32,00
Em  02/11/2011, uma quarta-feira, R$ 60,00

30) CNPJ: 42.591.651/0981-00:  Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda. Não consta nome de fantasia na Receita Federal, mas o endereço é da lanchonete McDonald's, que funciona na avenida Magalhães Barata, 44, desde 2005. Datas:

Em  24/04/2011, um domingo, R$ 17,50, mais R$  20,25, em notas separadas.
Em 10/04/2011, um domingo, R$ 22,50
Em 01/05/2011, um domingo, R$ 39,00
Em 20/09/2011, uma terça-feira, R$ 17,75
Em 27/09/2011, uma terça-feira, R$18,50
Em 25/10/2011, uma terça-feira, R$ 31,75
Em 08/11/2011, uma terça-feira, R$ 18,50  
Em 20/01/2012, uma sexta-feira, R$ 19,00
Em  28/01/2012, um sábado,  R$ 49,50
Em 28/02/2012, uma terça-feira, R$ 19,00
Em 14/02/2012, uma terça-feira, R$ 18,25
Em 06/03/2012, uma terça-feira, R$  20,75
Em 13/03/2012, uma terça-feira, R$ 19,00
Em 01/05/2012, uma terça-feira e feriado, R$ 29,00
Em 08/05/2012, uma terça-feira, R$ 19,25
Em 22/05/2012, uma terça-feira, R$ 17,00
Em 28/05/2012, uma segunda-feira, R$ 12,00
Em 12/06/2012, uma terça-feira, R$ 19,75
Em  06/08/2012, uma segunda-feira, R$ 37,25
Em 07/08/2012, uma terça-feira, R$ 14,00

31) CNPJ: 10.937.039/0001-93:  MDR Restaurante Ltda. É o Hikari Sushi, na avenida Serzedelo Correa, 210. Datas:

Em  28/04/2011, uma quinta-feira, R$ 80,30
Em 13/10/2011, uma quinta-feira, R$ 101,00
Em 03/12/2011, um sábado, R$ 244,70
Em 10/12/2011, um sábado, R$ 53,00
Em 03/02/2012, uma sexta-feira, R$ 157,52
Em 24/02/2012, uma sexta-feira, R$ 132,70
Em  31/05/2012, uma quinta-feira, R$ 170,99
Em 30/06/2012, um sábado, R$ 84,50

32) CNPJ  07.087.234/0001-67:  Thiago Quadros C. Santos Restaurante-ME. É o Remanso do Peixe, a melhor peixaria de Belém – e uma das mais caras. Fica na travessa Barão do Triunfo, conjunto Celso Malcher, 64. Datas:

Em  24/07/2011, um domingo, R$ 292,38
Em 03/09/2011, um sábado, R$ 235,62
Em 06/04/2012, uma sexta-feira, R$ 274,50
Em 21/04/2012, um sábado, R$ 189,40
Em 10/06/2012, um domingo, R$ 244,70

33) CNPJ 10.484.399/0001-87:  E F O dos Santos – ME. É o restaurante o Rei da Picanha, especializado em churrasco e espetinhos, na avenida Conselheiro Furtado, 1906. Datas:

Em 01/06/2011, uma quarta-feira, R$ 133,00
Em 02/06/2011, uma quinta-feira, R$ 53,02
Em 08/06/2011 , uma quarta-feira, R$ 44,00

34) CNPJ  07.048.472/0001-63: É a Doceria Abelhuda, que fica ou ficava na rua Boaventura da Silva, 341. Datas:

Em 02/07/2011, um sábado, R$ 79,00
Em 04/12/2011, um domigo, R$ 75,00

35) CNPJ 11.348.254/0001-11:  João Roberto B. da Silva-ME. É a Doceria Abelhuda da avenida Gentil Bittencourt, 2113, em São Braz. Datas:

Em  20/04/2012, uma sexta-feira, R$ 130,00
Em 26/05/2012, um sábado, R$ 43,00

36) CNPJ 83.905.133/0001-34: É a Doceria Tia Maria, na travessa Benjamin Constant, 1337. Datas:

Em 05/08/2011, uma sexta-feira, R$ 57,20
Em 30/11/2011, uma quarta-feira, R$ 42,50
Em 27/01/2012, uma sexta-feira, R$ 30,80 mais R$ 32,30, em notas separadas
Em 10/05/2012, uma quinta-feira, R$ 65,90
Em 30/03/2012, uma sexta-feira, R$ 41,80

37) CNPJ  08.736.574/0001-34:  NC Restaurante e Com. de Alimentos Ltda. É o Point do Açaí, na Veiga Cabral, 450, na Cidade Velha. Datas:

Em  29/04/2011, uma sexta-feira, R$ 60,00

38) CNPJ  08.055.453/0001-27: Rodízios do Pará Restaurante. É a Churrascaria Rodeio, no KM 04 da rodovia Augusto Montenegro. Datas:

Em  30/01/2012 , uma segunda-feira,  R$ 19,37
Em 24/02/2012, uma sexta-feira, R$ 171,00
Em 20/03/2012, uma terça-feira, R$ 62,00
Em  21/06/2012, quinta-feira, R$ 30,32
Em 03/08/2012, uma sexta-feira, R$ 35,32

39)  CNPJ  09.301.446/0001-20: João Victor V da Paz-ME. É o Bambu Sushi restaurante, na rua João Balbi, 49. Data:

Em  24/05/2012, uma quinta-feira, R$ 150,81

40) CNPJ  07.965.201/0001-72:   TS Oliveira Buffet Ltda. Na Receita Federal, não consta nome de fantasia. Mas o endereço (travessa Padre Eutíquio, 1128, loja 34, terceiro piso da Visão) e outra nota fiscal apresentada por Mário Couto ao Senado indicam que se trata da Estação Gourmet, que funciona desde o final do ano passado dentro da Visão, no shopping Pátio Belém. Datas:

Em  02/03/2012, uma sexta-feira, R$ 39,25
Em 22/04/2012,  um domingo, R$ 88,90
Em  06/05/2012, um domingo, R$ 142,98
Em 14/05/2012 , uma segunda-feira, R$ 75,50
Em  27/05/2012, um domingo, R$ 97,00
Em 12/07/2012, uma quinta-feira, R$ 106,50

41) CNPJ 14.197.041/0001-24. É a Tapioquinha do Mosqueiro, na rua dos Pariquis, 1981, no bairro de Batista Campos, em Belém. Data: 

Em 14/07/2012, um sábado, R$ 39,00

42)CNPJ  02.825.803/0001-00: É o restaurante Izumo, na travessa 14 de Abril, 1949, em Belém. Data:

Em 25/02/2012, um sábado, R$ 71,20


Em Salinas (apenas o gasto mais significativo):

CNPJ  08.090.815/0001-10: M.A. Dias Barros – ME. É o Restaurante do Nicolau, na avenida Almirante Barroso, 594, em Porto Grande, no município de Salinópolis. 
Data:

Em  20/04/2012, uma sexta-feira, R$ 186,45


Em Brasília (apenas os mais altos sem soma):

CNPJ  14.504.676/0001-27:  Le Vin Bistrô. Em 07/02/2012, R$ 187,72.

CNPJ  12.550.441/0001-46: Restaurante Soho, no Lago Sul. Em 29/11/2011, R$ 204,50

CNPJ  02.910.827/0001-68: Restaurante Feitiço da Vila, na Vila Planalto. Em 30/11/2011, R$ 80,30.

CNPJ  04.116.689/0001-75: Restaurante Fortunata, no Lago Sul. Em    01/12/2011, R$ 777,48

CNPJ  04.116.689/0001-75: Restaurante Fortunata. Em 12/05/2011, R$ 90,82

CNPJ  06.088.770/0001-14: Restaurante Oca da Tribo, no setor SCE/SUL. Em 13/04/2011, R$ 110,00. Em 02/06/2011, R$ 84,50

CNPJ  00.683.748/0018-84: Marietta Café ou Marvin-American Burguer, no SGVC/SUL. Em 11/04/2012, R$ 101,70.

CNPJ  01.855.395/0001-77:  Crepe au Chocolat, na Asa Sul. Em 11/07/2012, R$ 96,50.