quinta-feira, 18 de agosto de 2016

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Milene Lauande sua História de lutas nos movimentos e bairros de Belém.


Mulheres da Marambaia participam do Curso de Doces do IPEL
O Curso de Doces do Instituto Popular Eduardo Lauande desta vez chegou à comunidade Água Cristal,,na Marambaia. Coerente com sua atuação em favor dos menos favorecidos, a professora Milene Lauande, pré-candidata a vereadora pelo PT, participou do curso, realizado na manhã deste domingo (24/07),, beneficiando as mulheres daquela comunidade carente com uma opção de renda.
O Curso de Doces ensina as mulheres a produzir bombons de chocolate, bolos e cupcakes. O curso é promovido pelo Instituto Popular Eduardo Lauande (IPEL) - Organização Não Governamental que promove a Cultura da Paz, a defesa dos Direitos Humanos e incentiva a capacitação para a geração de renda de populações carentes.



Seminário na OAB discutiu os 26 anos do Estatuto da Criança e Adolescente. Milene como educadora deu minha contribuição no sentido de que, apesar dos avanço previsto em lei, ainda estamos muito longe de alcançar o que fora estabelecido. Precisamos cobrar do estado sua efetiva aplicação para que então possamos de fato ver os seus frutos.#NãoARedução.





Milene participou de Curso de Doces promovido pelo IPEL
A professora Milene Lauande, pré-candidata a vereadora pelo PT, participou do Curso de Doces promovido pelo Instituto Popular Eduardo Lauande, no bairro do Tenoné, no domingo (17/07). No total, foram beneficiadas 20 mulheres ligada à Igreja Batista do bairro, onde foi realizado o curso.
O Curso de Doces é promovido em etapas abordando temas como a produção de bombons de chocolate, bolos e cupcakes. Neste domingo as mulheres do bairro aprenderam a fazer cupcakes. No próximo dia 06/08 elas vão aprender a fazer bombons.
O IPEL é uma Organização Não Governamental que promove a Cultura da Paz, a defesa dos Direitos Humanos e incentiva a capacitação para a geração de renda de populações carentes.

Professora Milene Lauande debateu os rumos de Belém.


Um debate sobre os graves de Belém foi realizado na noite segunda-feira (01/07), no Hotel Sagres. O lançamento foi feito durante o seminário “Políticas Públicas” que reuniu intelectuais,políticos e apoiadores da candidatura de Milene.



Os professores doutores da UFPA, José Júlio Lima, da Faculdade Arquitetura e Urbanismo, Fábio Castro, da Faculdade de Comunicação, e a professora Patrícia Bittencourt, que é engenheira Civil, ligada ao setor de Transportes, debateram os problemas da cidade mercantilizada, a falta de mobilidade urbana e exclusão social. A pré-candidata a prefeita de Belém pelo PT, Regina Barata, o vice-reitor eleito a UFPA, Gilmar Pereira da Silva e o sociólogo Gerson Domont, integrante do Conselho da Cidade, também participaram da mesa do seminário de pré-lançamento da candidatura de Milene Lauande que reuniu mais um grande número de pessoas.


“Quero debater a cidade de Belém e o papel do vereador”, afirmou a pré-candidata que milita na política desde o movimento estudantil secundarista e já assumiu o cargo de vereadora. “Não sou corrupta e sou contra a corrupção na política”, afirmou. Segundo ela, o mercado muda as leis da cidade ao seu bel prazer. “A especulação imobiliária ainda é o retrato de Belém”. Milene também destacou a pouca mobilidade urbana, a falta de creches, a precariedade do atendimento de saúde principalmente nas unidades da periferia onde não existem médicos. “Quero defender os que mais precisam a fazer um elo com a sociedade e ajudar a população a se organizar”.


A ex-governadora Ana Júlia Carepa fez uma análise da conjuntura política atual marcada por um golpe de Estado e o ataque às conquistas populares dos governos do PT e defendeu a realização de uma Constituinte como solução para a crise atual.



Um debate sobre os graves problemas que a população de Belém enfrenta, principalmente nas áreas de saúde, educação, transporte e saneamento, marcou o lançamento da pré-candidatura a vereadora de Belém da professora Milene Lauande, do Partido dos Trabalhadores (PT)













sexta-feira, 29 de julho de 2016

QUEM É MILENE LAUANDE ?

Professora Milene

Milene Risuenho Lauande, 39 anos,  é paraense de Belém, casada, graduada em Geografia pela Universidade Federal do Pará – UFPA. É especialista em planejamento do desenvolvimento de áreas amazônicas (FIPAM/NAEA/UFPA) e mestra em planejamento do desenvolvimento (PLADES/NAEA/UFPA).
É professora concursada da rede estadual de ensino. Leciona nas Escolas Estaduais D. Pedro I e Francisco da Silva Nunes (Integrado).
Milene é filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 2007. Exerce seu primeiro mandato eletivo. Obteve 4.711 nas eleições de 2008, tendo sido naquela eleição a mulher mais votada do PT.
Milene sempre se destacou na luta política. Já aos 16 anos de idade tornou-se Presidente do Grêmio Estudantil da Escola Colégio Hilda Vieira, onde desenvolveu um trabalho sério voltado para a melhoria da qualidade da educação, o que carimbou seu passaporte para se tornar um dos membros da direção da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (UMES). Em sua nova função na vida pública, Milene encabeçou a luta pela meia-passagem estudantil, e o resultado desta luta coletiva até hoje beneficia milhares de estudantes da Região Metropolitana de Belém.
Sempre ligada às lutas populares, Milene virou uma liderança da juventude do comitê estadual do Partido Comunista Brasileiro (PCB), também estando à frente do movimento “Fora Collor”. Já no Partido Popular Socialista (PPS), herdeiro direto das tradições políticas do PCB, Milene também teve destacada atuação: foi dirigente nacional e Presidenta do Diretório Municipal de Belém do Partido. Em 2002 disputou sua primeira eleição, obtendo 4.369 votos pra deputada federal.
Acumulou experiências na gestão pública durante o governo Ana Júlia, como Coordenadora dos INFOCENTROS do Programa NAVEGAPARÁ, o maior programa de inclusão digital do Brasil, e também na direção do pioneiro Planejamento Territorial Participativo – PTP.
Seu mandato deu  especial atenção às políticas públicas voltadas às mulheres, à educação, saúde e para a construção de uma cidade mais humana e democrática, menos desigual e mais justa.
O mandato da Professora Milene Lauande cerrou fileiras na oposição aos governos Duciomar Costa e Simão Jatene, por considerá-los governos descompromissados com os reais interesses da maioria da população de Belém.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Se grita pega ladrão não fica um no PMDB.

Temer é recebido com gritos de "golpista"; Renan antecipa sessão do Congresso

Ao chegar ao Senado para se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente interino Michel Temer foi recebido nesta segunda-feira (23) com gritos de "golpista, golpista, golpista" por parlamentares do PT.

Os deputados Moema Gramacho (PT-BA) e Paulo Pimenta (PT-RS) participaram do protesto, acompanhados de assessores.
Temer chegou acompanhado do secretário de Governo, Geddel Vieira Lima, ao gabinete de Renan. O ministro do Planejamento, Romero Jucá, chegou em seguida. Também está presente o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Temer se reuniu por cerca de meia hora com Renan Calheiros para entregar a proposta de alteração na meta fiscal. O governo interino quer autorização do Congresso para fechar o ano com um rombo nas contas públicas ainda maior que o previsto pela presidente afastada Dilma Rousseff.
O governo interino foi ao Senado entregar a proposta de redução da meta fiscal (economia para pagar juros da dívida) deste ano, em meio à repercussão da divulgação de diálogo no qual Jucá aparentemente sugere a intenção de frear a Operação Lava Jato. Na semana passada, a equipe econômica do governo interino propôs alterar para R$ 170,5 bilhões a previsão de rombo nas contas da União neste ano.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também participou da reunião e foi recebido a gritos de "golpista".
Após a reunião, Renan Calheiros disse que a análise da nova meta fiscal enviada pelo governo do presidente interino Michel Temer é uma "exigência nacional" e anunciou ter antecipado a sessão do Congresso desta terça (24) para analisar a matéria.
Renan disse que fará o possível para que a nova meta seja aprovada e avaliou que o que está em jogo agora são os interesses do país e não o governo Temer.
A deputada Moema Gramacho protestava , no Salão Azul do Senado com um cartaz dizendo: "Delcídio = Jucá. Prisão e Conselho de Ética Já!". "Queremos que o Jucá volte ao Senado e se explique sobre essa declaração de estancar a Lava Jato", disse.
Leandro Prazeres/UOL
Deputada do PT protesta contra ministro Romero Jucá

Temer assumiu a Presidência interinamente no último dia 12, após o Senado aprovar a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), que foi afastada por até 180 dias. Dilma e o PT têm dito, em sua defesa, que o impeachment seria um "golpe". Desde que assumiu o cargo, Temer tem sido alvo de protestos.


Entenda processos e acusações contra homem forte de Temer: Romero Jucá

a Sampaio/Estadão Conteúdo
  • O presidente interino Michel Temer (2º à esq.) entrega ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB- AL)(centro) a proposta de nova meta fiscal para o ano de 2016. O então ministro do Planejamento Romero Jucá (à esq.) acompanhou
    O presidente interino Michel Temer (2º à esq.) entrega ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB- AL)(centro) a proposta de nova meta fiscal para o ano de 2016. O então ministro do Planejamento Romero Jucá (à esq.) acompanhou
Romero Jucá, ministro do Planejamento e homem forte do governo interino de Michel Temer, anunciou seu licenciamento do cargo após a divulgação de gravações em que fala sobre um possível "pacto nacional" para barrar as investigações da Operação Lava Jato.
"Caberá ao presidente me reconvidar ou não. (...) Meu gesto é que somos transparentes e nada temos a esconder", disse Jucá a jornalistas.
Revelados pela Folha de S. Paulo, os áudios contêm diálogos entre Jucá - um dos principais aliados de Temer no processo que o levou ao poder interino - e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.
"Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá em um trecho da gravação de março passado, segundo a Folha. Ele fala também em um pacto nacional "com o Supremo, com tudo. (...) Delimitava onde está, pronto", em suposta referência às investigações.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira após a divulgação do áudio (mas antes de se licenciar), Jucá disse que se referia "à sangria da economia", e não à operação anticorrupção na Petrobras, e que "sempre apoiou e defendeu" a Lava Jato.
"Quero repelir a interpretação feita pela Folha de S. Paulo. (...) Eu falava em estancar a paralisia do Brasil, estancar a sangria do desemprego, separar (os políticos) que têm culpa dos que não têm culpa", disse Jucá, negando que pretenda renunciar. "Reafirmo meu compromisso no Ministério do Planejamento e vou exercer (o cargo) enquanto entender que tenho a confiança do presidente."
Jucá sempre foi um dos nomes certos para o ministério do presidente interino. Ainda assim, o anúncio dele para a pasta do Planejamento foi um dos mais criticados, já que o peemedebista é um dos investigados pela Lava Jato.
Jucá é citado mais de uma vez como uma das pessoas que supostamente recebeu propina no esquema de corrupção da Petrobras. Ricardo Pessoa, empreiteiro da UTC Engenharia, afirmou em delação que o peemedebista teria pedido R$ 1,5 milhão à empresa em doação para a campanha eleitoral de 2014, em que seu filho era candidato a vice-governador de Roraima.
A doação teria vindo em forma de propina pela contratação da UTC para a construção da usina nuclear Angra 3.
Há um inquérito em curso para investigar a participação do senador no escândalo - algo que ele nega veementemente. "Não tenho nenhum temor em ser investigado", reafirmou Jucá na coletiva desta desta segunda. "Se tivesse telhado de vidro não teria assumido a presidência do PMDB. (...) Considero a Lava Jato uma mudança positiva na política brasileira, tanto que no Senado votei pela recondução (do procurador-geral da República) Rodrigo Janot e acho que o Ministério Público Federal deve ter autonomia para investigar."

quinta-feira, 12 de maio de 2016

É MENTIRA....






Dilma dá sinais de esgotamento e petistas se preocupam com sua disposição para liderar defesa


Pés no chão Apesar do discurso de resiliência e da imagem de que cresce na dificuldade, Dilma Rousseff dá sinais de esgotamento. Petistas se preocupam com sua disposição para liderar a defesa até o julgamento definitivo pelo Senado. Nas últimas semanas, deixou escapar sentir saudades de uma vida normal, mas a renúncia é carta fora do baralho. Alguns traduzem os sinais como se quisesse "se livrar disso". Entre as decepções da reta final, o Supremo. Dilma repete que a corte joga "contra" ela.
Laços de família Dilma não teve a companhia da filha ao longo da votação. Paula, que tem um bebê de quatro meses, ficou em Porto Alegre. Na sessão decisiva na Câmara, fizera o mesmo.

Oi, querida A segurança do Planalto investiga o autor de um trote em Dilma. Ela se preparava para acompanhar a votação quando foi avisada de que Lula estava na linha. Atendeu o telefone, mas era só um gaiato imitando o petista. Dilma ficou furiosa.
Sem gritaria Especialistas em Michel Temer vaticinam: o novo presidente é pouco resistente a pressões - menos ainda se forem da imprensa. Os sucessivos recuos no ministério sugerem seu ponto fraco.
Barata tonta Michel Temer voltou atrás em nomeações para Justiça, Cultura, Saúde, Defesa, Ciência e Tecnologia, Controladoria-Geral da União e Desenvolvimento. Ganhou a alcunha de "governo Tabajara", apelido que o PMDB dava à gestão Dilma.
Como pode? O segundo deputado que mais se beneficiou de emendas parlamentares, empenhadas no apagar das luzes do governo Dilma, foi Eduardo Cunha. Ficou com o compromisso de receber R$ 3.954.600. A emenda beneficia a cidade de Itaboraí.
Vergonha alheia O deputado estadual Edilázio Júnior (PV), que faz oposição ao governador Flávio Dino, subiu na tribuna da Assembleia e sugeriu um abaixo-assinado para pedir que Waldir Maranhão retire o nome do Estado de sua assinatura.
Meu time Henrique Meirelles disse a Temer que deseja Carlos Hamilton como seu número dois na Fazenda e Mansueto de Almeida como secretário do Tesouro.
Organograma Conforme o desenho apresentado ao Jaburu, Marcos Mendes assumiria a Secretaria de Política Econômica. Jorge Rachid, hoje no comando da Receita Federal, pode ficar no cargo.
Herança bendita A sintonia entre Romero Jucá e Nelson Barbosa é tamanha que os dois escolheram o mesmo secretário-executivo. Dyogo Oliveira também será vice-ministro do peemedebista no Planejamento.
Bem-vindo! Temer será alvo de protesto em SP já nesta quinta (12). O MTST e movimentos da Frente Povo Sem Medo prometem levar 30 mil pessoas à avenida Paulista. O lema será "Temer Jamais".
Passar bem Graça Foster, ex-presidente da Petrobras e amiga abandonada por Dilma, fez questão de acompanhar o impeachment bem de longe. Questionada sobre o processo, foi lacônica: "Não tenho nada a dizer".
Ajude a te ajudar Aumentou a pressão de aliados para que Cunha renuncie à presidência. Mas ele resiste.
Visitas à Folha O coronel Ricardo Gambaroni, comandante-geral da Polícia Militar do Estado de SP, visitou ontem a Folha, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado do coronel Adilson Luís Franco Nassaro, chefe de comunicação social, e do major Emerson Massera, chefe da assessoria de imprensa.
Paulo Lopes Lourenço, cônsul-geral de Portugal em São Paulo, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Marina Paraíso, assistente de gabinete, Bruno Assami, diretor-executivo da Unibes Cultural, e David Seromenho, administrador da CV&A Consultores Brasil.
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CONTRAPONTO
A história será mais generosa com a presidente Dilma Rousseff. O golpe ficará registrado nos livros.
DO SENADOR LINDBERGH FARIAS (PT-RJ), sobre a votação no Senado que deve admitir o processo de impeachment e afastar a presidente por 180 dias.
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TIROTEIO
Chame o ladrão
Enquanto a sessão de votação do impeachment corria no Senado, a Comissão de Segurança Pública reunia-se na Câmara. O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) interrompeu brevemente o debate e dirigiu-se a Alexandre Baldy (PTN-GO), que conduzia os trabalhos:
- Presidente, acharam uma caneta Montblanc aí?
Baldy e os deputados Gilberto Nascimento (PSC-SP) e Alexandre Leite (DEM-SP) levantaram simultaneamente canetas esferográficas comuns.
Fraga então reclamou para riso geral:.
- Em plena reunião da Comissão de Segurança Pública, levo um prejuízo de R$ 5.000! É mole? 

AGORA ME DEU MEDO.


Após mais de 20 horas, Senado aprova processo de impeachment e afasta Dilma.


  • Dilma Rousseff é a segunda presidente brasileira afastada após decisão do Senado
    Dilma Rousseff é a segunda presidente brasileira afastada após decisão do Senado
O Senado aceitou, no início da manhã desta quinta-feira (12), o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Foram 55 votos a favor e 22 contra. Dilma deixa a Presidência um ano e quatro meses depois de assumir seu segundo mandato. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume interinamente assim que Dilma for comunicada oficialmente sobre o afastamento. Ela terá de assinar um documento e, a partir daí, será obrigada a deixar o Planalto. A sessão durou 20 horas e meia.
Dilma ficará oficialmente afastada do cargo por até 180 dias após ser notificada da decisão do Senado, o que deve ocorrer ainda na manhã de hoje. O processo no Senado, no entanto, pode acabar antes dos seis meses. Se for considerada culpada, ela sai do cargo definitivamente e fica inelegível por oito anos (não pode se candidatar a nenhum cargo público). Temer será o presidente até o fim de 2018. Se for inocentada, volta à Presidência.
Para que o processo que resulta no afastamento da presidente fosse instaurado, eram necessários ao menos 41 votos (maioria simples) favoráveis. O placar dessa quinta atingiu os 54 votos (2/3 do Senado) necessários para condenar a presidente na próxima fase do processo, quando o Senado vai julgar se os crimes de responsabilidade apontados na acusação foram de fato cometidos. Alguns senadores, no entanto, afirmaram que estavam votando apenas pela abertura do processo e ainda não tinha posição sobre o julgamento final.
Esta é a segunda vez em 24 anos que um presidente da República é afastado temporariamente para julgamento após uma decisão do Senado. Em outubro de 1992, o Senado abriu o julgamento do então presidente Fernando Collor de Mello, na época filiado ao PRN.
Collor renunciou antes de ser julgado. Mesmo assim, teve seus direitos políticos cassados pelo Senado por oito anos. Em 2014, o STF (Supremo Tribunal Federal) oabsolveu por falta de provas.

Sem cartazes, votação no Senado foi tranquila

Os senadores discursaram por quase 20 horas. A primeira a falar, Ana Amélia (PP-RS), começou às 11h20 da quarta-feira. O último, Raimundo Lira (PMDB-PB), terminou às 5h45 da quinta-feira. Depois de encerrado o debate, o relator da comissão do impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG) falou por 15 minutos, seguido pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, que falou pela defesa de Dilma.
O clima no Senado foi de mais tranquilidade em relação ao dia em que a Câmara votou a admissibilidade do impeachment. Durante as longas horas de sessão, o aspecto era de um dia normal do Senado, sem faixas no plenário, ao contrário da Câmara, onde havia cartazes com os dizeres "tchau, querida" e deputados usando cachecóis com inscrições contra ou a favor do impeachment.
Enquanto os oradores subiam à tribuna para falar, o plenário, distraído, mantinha conversas amistosas entre os senadores. O barulho do bate-papo levou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a pedir silêncio mais de uma vez.
Apesar da segurança reforçada e da repetição do muro no gramado do Congresso Nacional para conter protestos, o número de manifestantes foi bem menor que no dia 17 de abril, quando a Câmara aprovou o impeachment. Do lado de fora, a Polícia Militar do Distrito Federal jogou bombas de gás em manifestantes contrários ao impeachment. Foram pelo menos dois confrontos em momentos distintos e dezenas de pessoas passaram mal. Dois manifestantes tiveram de ser atendidos em ambulâncias no local. 
Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo
Em Brasília, PM atira bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta contra manifestantes favoráveis a Dilma
A SSP-DF (Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal) estimou em 4.000 o número de manifestantes contrários ao impeachment e em mil o de favoráveis ao afastamento de Dilma. Os grupos começaram a se dispersar por volta das 22h40. 
Dentro do Senado, a circulação nos corredores foi restrita e assessores e jornalistas precisaram de credenciamento especial para assistir à sessão.
Mas a tensão entre governo e oposição que marcou os debates na Câmara não se repetiu. Não houve vaias ou gritos de guerra no plenário, que em alguns momentos chegou a ficar esvaziado enquanto senadores discursavam.
Enquanto na Câmara os deputados tiveram 30 segundos para anunciar seu voto, no Senado foram 15 minutos de discurso. Ainda assim, foram ínfimas as citações a Deus, aos familiares e à respectiva terra natal dos senadores, diferentemente do ocorrido entre os deputados.
Enquanto senadores da oposição reforçaram o discurso de que Dilma de fato cometeu crimes de responsabilidade que aprofundaram a crise econômica, parlamentares contrários ao impeachment voltaram à acusação de que a deposição da presidente seria um "golpe de Estado" pois os fatos narrados pela acusação não configuram crimes puníveis com o impeachment.
Primeira a discursar na sessão, Ana Amélia (PP-RS) também foi a primeira a anunciar voto favorável ao impeachment. "São graves, portanto, os fatos imputados contra a Senhora Presidente da República", disse. "O que isso provoca? A sociedade já poderia responder: 11 milhões de desempregados, a taxa básica de juros está em quase 15%, a inflação está em 9,28%", afirmou a senadora.
Presidente do PSDB, principal partido de oposição, o senador Aécio Neves (MG), derrotado por Dilma nas eleições de 2014, disse que o vice-presidente Michel Temer "não tem que se preocupar com a popularidade", ao tomar medidas que possam não agradar a população.
Em discurso durante a sessão do Senado, Aécio defendeu que Temer faça um ajuste fiscal e "enfrente questões" como a previdenciária, a "modernização da legislação trabalhista" e uma reforma política que limite o número de partidos. Ao encerrar, o tucano afirmou que o Senado inicia nesta quinta-feira um "futuro melhor para o país".

O primeiro senador a defender o mandato de Dilma, Telmário Mota (PDT-RR) defendeu que os movimentos contrários ao impeachment continuem a realizar manifestações, mesmo após o afastamento da presidente. "Vamos voltar às ruas. Não vamos deixar o povo brasileiro ser enganado". Mota falou ainda em "golpe branco" contra a presidente, "por não usar armas de fogo, mas a caneta, os conchavos, os oportunismos, as traições", disse.

Próximos passos

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos principais aliados e provável ministro no governo Temer, afirmou que Dilma deve ser notificada da decisão do Senado às 10h desta quinta-feira (12), e Temer, às 11h. Após ambos serem notificados, Temer assume interinamente a Presidência da República.
Segundo Jucá, os novos ministros do governo Temer devem assumir os cargos já na tarde desta quinta-feira. "Não há vazio de poder", afirmou o senador, que é cotado para assumir o ministério do Planejamento. 
Felipe Rau/Estadão Conteúdo
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) vai integrar o governo interino de Temer
Com o processo de impeachment aberto, terá início a discussão e análise da denúncia contra Dilma. Haverá apresentações da acusação e da defesa. Nesta fase, a ação tramita sob o comando do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski.
O processo culminará com o julgamento final dos senadores, em votação nominal e aberta no plenário. Dilma será afastada definitivamente da Presidência se dois terços do Senado (54 dos 81 senadores) decidirem que ela cometeu crime. Nesse caso, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), governará até o fim deste mandato.

Ministros devem pedir demissão; Dilma promete resistir

Em ato programado para reformar a acusação de que o impeachment é um "golpe", os ministros do governo Dilma Rousseff anunciaram um pedido de demissão conjunto, logo após a aprovação da decisão do Senado.
À exceção do ministro Alexandre Tombini (presidente do Banco Central), todo o primeiro escalão do governo Dilma entregou os cargos. Essa decisão já foi publicada no "Diário Oficial da União".
Mesmo afastada, Dilma pretende se defender no Senado para retomar a Presidência. Sua defesa deve ser feita por José Eduardo Cardozo, atual advogado-geral da União, mas que deve perder o cargo com a posse de Temer.
Cardozo, aliás, foi o responsável pelo recurso encaminhado à Câmara que gerou a anulação das sessões que definiram o avanço do impeachment na Casa. Essa anulação foi decidida pelo presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA). A decisão, porém, foi considerada intempestiva (fora de hora) pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que deu continuidade à tramitação do impeachment.
Da votação da Câmara à votação no Senado, Temer, por sua vez, intensificou discussões para montagem de seu governo. Seu partido, o PMDB, já havia decidido deixar o governo de Dilma dias antes da votação dos deputados. Integrantes da legenda, então, passaram a negociar postos já antevendo um governo interino.
Outros partidos, como o PP e o PSD, também já desembarcaram do governo Dilma e negociam participação no governo Temer. O PSDB, partido de oposição, deve aderir ao governo interino e assumir ao menos um ministério.

Acusação e defesa

Dilma é acusada de cometer crime de responsabilidade, previsto na Lei do Impeachment (lei 1.079/1950), ao autorizar supostas manobras contábeis chamadas de pedaladas fiscais. Elas se caracterizam pela prática do Tesouro Nacional de atrasar intencionalmente o repasse de dinheiro para bancos (públicos e privados) e autarquias (por exemplo, o INSS) a fim de melhorar artificialmente as contas federais.
Segundo os autores originais do pedido de impeachment da presidente, os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e a advogada Janaina Paschoal, as "pedaladas fiscais" teriam sido praticadas em 2014 e reeditadas em 2015, já no segundo mandato de Dilma.
Os juristas também apontam crime de responsabilidade da presidente na edição de seis decretos autorizando despesas extras num total de cerca de R$ 2,5 bilhões, em 27 de julho e 20 de agosto de 2015, sem a autorização do Congresso.

A defesa da presidente nega a existência de crime e, por isso, diz que o impeachment é um golpe. Segundo a defesa, o atraso no repasse de dinheiro a bancos, por exemplo, é prática comum em esferas do Poder Executivo e não é grave a ponto de interromper o mandato de um presidente eleito democraticamente.

O governo argumenta também que as contas relativas a 2015 ainda não foram nem sequer avaliadas pelos órgãos de controle e, portanto, não pode haver crime antecipado.

Trâmites do processo

O pedido de impeachment que tramita no Congresso é baseado na denúncia de que "houve uma maquiagem deliberadamente orientada a passar para a nação (e também aos investidores internacionais) a sensação de que o Brasil estaria economicamente saudável", como escrevem seus autores.
O processo foi acolhido no dia 2 de dezembro do ano passado pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ato foi recebido pelo governo como ato de revanche de Cunha, em reação à abertura de processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Câmara.
No último dia 5, o mandato de Cunha acabou suspenso por decisão do STFantes de uma decisão do conselho.
O rito do impeachment (norma que a tramitação deve obrigatoriamente seguir no Congresso) foi motivo de embate entre Legislativo e Judiciário, com a decisão sendo regulamentada pelo STF.
A denúncia que chegou nesta quarta ao plenário do Senado já obedece às etapas determinadas pelo STF. Ela foi aprovada em comissão especial da Câmara por 38 votos a favor e 27 contra, pelo plenário da Casa por 367 a 137, e na comissão especial do Senado por 15 a cinco.


Temer não terá os cem dias de tolerância.

Placar folgado não garante lua-de-mel a Temer

Josias de Souza
Folha
Os partidários do impeachment precisavam de maioria simples dos votos —39 dos 77 votantes— para afastar Dilma da Presidência da República por até seis meses. Levaram ao painel eletrônico do Senado 55 votos, um além dos 54 exigidos para interromper o mandato da presidente definitivamente, na fase do julgamento. Oplacar folgado potencializa o esfarelamento do governo petista. Mas não facilita a vida do substituto Michel Temer.
Temer não terá os cem dias de tolerância a que todo novo governo tem direito, segundo uma lei não escrita mas geralmente respeitada na política. A deferência lhe será negada por duas azões: 1) seu governo não é novo. Além de ser sócio do fiasco petista, o PMDB manteve no primeiro escalão o mesmo centrão partidário que vendeu sua fidelidade a Lula e Dilma nos últimos 13 anos; 2) Temer chega ao Planalto sem votos e com uma crise econômica por debelar. Precisa mostrar resultados rapidamente.
Temer é tão impopular quanto Dilma. Segundo o Datafolha mais recente, 60% dos brasileiros queriam que ambos fossem impedidos. Para assegurar apoio congressual, o agora presidente em exercício compôs um ministério convencional e loteado. Mas terá de obter alguma simpatia do asfalto para evitar que os supostos aliados o traiam, como fizeram com Dilma. Não será simples. A crise econômica exige a adoção de medidas impopulares. São duras de roer e demoram a surtir efeito. E não há popularidade sem prosperidade. No caso de Temer, a lua-de-mel começa com um curto-circuito na suíte nupcial.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Manifestantes contra o impeachment em Belém.

Manifestantes contra o impeachment realizam ato em praça de Belém

Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram na Praça do Operário.
Segundo coordenação, foram 200 participaram, PM não divulgou números.

Do G1 PA

Representantes das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que são contra o impeachment da presidente Dilma Roussef, se reuniram na Praça do Operário, emBelém, na tarde desta terça-feira (10). O ato foi organizado para marcar o dia nacional contra o golpe.

Representantes da CUT, CTB, PC do B, PT, MST e FETAGRI participaram da organização do ato. “A manifestação de hoje não tem nada a ver com a apresentação do deputado Maranhão para a devolução do processo do impeachment e até mesmo a negação da devolução do senado. Existe uma agenda feita entre os agentes políticos e sindicatos, que estão mobilizados para a manifestação no dia da votação”, comenta Euci Ana da Costa, presidente da CUT.
Mesmo com chuva, os manifestantes permaneceram na praça. Segundo a coordenação, 200 pessoas participaram da mobilização. A Polícia Militar não divulgou números.