Se grita pega ladrão não fica um no PMDB.

Temer é recebido com gritos de "golpista"; Renan antecipa sessão do Congresso

Ao chegar ao Senado para se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente interino Michel Temer foi recebido nesta segunda-feira (23) com gritos de "golpista, golpista, golpista" por parlamentares do PT.

Os deputados Moema Gramacho (PT-BA) e Paulo Pimenta (PT-RS) participaram do protesto, acompanhados de assessores.
Temer chegou acompanhado do secretário de Governo, Geddel Vieira Lima, ao gabinete de Renan. O ministro do Planejamento, Romero Jucá, chegou em seguida. Também está presente o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Temer se reuniu por cerca de meia hora com Renan Calheiros para entregar a proposta de alteração na meta fiscal. O governo interino quer autorização do Congresso para fechar o ano com um rombo nas contas públicas ainda maior que o previsto pela presidente afastada Dilma Rousseff.
O governo interino foi ao Senado entregar a proposta de redução da meta fiscal (economia para pagar juros da dívida) deste ano, em meio à repercussão da divulgação de diálogo no qual Jucá aparentemente sugere a intenção de frear a Operação Lava Jato. Na semana passada, a equipe econômica do governo interino propôs alterar para R$ 170,5 bilhões a previsão de rombo nas contas da União neste ano.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também participou da reunião e foi recebido a gritos de "golpista".
Após a reunião, Renan Calheiros disse que a análise da nova meta fiscal enviada pelo governo do presidente interino Michel Temer é uma "exigência nacional" e anunciou ter antecipado a sessão do Congresso desta terça (24) para analisar a matéria.
Renan disse que fará o possível para que a nova meta seja aprovada e avaliou que o que está em jogo agora são os interesses do país e não o governo Temer.
A deputada Moema Gramacho protestava , no Salão Azul do Senado com um cartaz dizendo: "Delcídio = Jucá. Prisão e Conselho de Ética Já!". "Queremos que o Jucá volte ao Senado e se explique sobre essa declaração de estancar a Lava Jato", disse.
Leandro Prazeres/UOL
Deputada do PT protesta contra ministro Romero Jucá

Temer assumiu a Presidência interinamente no último dia 12, após o Senado aprovar a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), que foi afastada por até 180 dias. Dilma e o PT têm dito, em sua defesa, que o impeachment seria um "golpe". Desde que assumiu o cargo, Temer tem sido alvo de protestos.


Entenda processos e acusações contra homem forte de Temer: Romero Jucá

a Sampaio/Estadão Conteúdo
  • O presidente interino Michel Temer (2º à esq.) entrega ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB- AL)(centro) a proposta de nova meta fiscal para o ano de 2016. O então ministro do Planejamento Romero Jucá (à esq.) acompanhou
    O presidente interino Michel Temer (2º à esq.) entrega ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB- AL)(centro) a proposta de nova meta fiscal para o ano de 2016. O então ministro do Planejamento Romero Jucá (à esq.) acompanhou
Romero Jucá, ministro do Planejamento e homem forte do governo interino de Michel Temer, anunciou seu licenciamento do cargo após a divulgação de gravações em que fala sobre um possível "pacto nacional" para barrar as investigações da Operação Lava Jato.
"Caberá ao presidente me reconvidar ou não. (...) Meu gesto é que somos transparentes e nada temos a esconder", disse Jucá a jornalistas.
Revelados pela Folha de S. Paulo, os áudios contêm diálogos entre Jucá - um dos principais aliados de Temer no processo que o levou ao poder interino - e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.
"Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá em um trecho da gravação de março passado, segundo a Folha. Ele fala também em um pacto nacional "com o Supremo, com tudo. (...) Delimitava onde está, pronto", em suposta referência às investigações.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira após a divulgação do áudio (mas antes de se licenciar), Jucá disse que se referia "à sangria da economia", e não à operação anticorrupção na Petrobras, e que "sempre apoiou e defendeu" a Lava Jato.
"Quero repelir a interpretação feita pela Folha de S. Paulo. (...) Eu falava em estancar a paralisia do Brasil, estancar a sangria do desemprego, separar (os políticos) que têm culpa dos que não têm culpa", disse Jucá, negando que pretenda renunciar. "Reafirmo meu compromisso no Ministério do Planejamento e vou exercer (o cargo) enquanto entender que tenho a confiança do presidente."
Jucá sempre foi um dos nomes certos para o ministério do presidente interino. Ainda assim, o anúncio dele para a pasta do Planejamento foi um dos mais criticados, já que o peemedebista é um dos investigados pela Lava Jato.
Jucá é citado mais de uma vez como uma das pessoas que supostamente recebeu propina no esquema de corrupção da Petrobras. Ricardo Pessoa, empreiteiro da UTC Engenharia, afirmou em delação que o peemedebista teria pedido R$ 1,5 milhão à empresa em doação para a campanha eleitoral de 2014, em que seu filho era candidato a vice-governador de Roraima.
A doação teria vindo em forma de propina pela contratação da UTC para a construção da usina nuclear Angra 3.
Há um inquérito em curso para investigar a participação do senador no escândalo - algo que ele nega veementemente. "Não tenho nenhum temor em ser investigado", reafirmou Jucá na coletiva desta desta segunda. "Se tivesse telhado de vidro não teria assumido a presidência do PMDB. (...) Considero a Lava Jato uma mudança positiva na política brasileira, tanto que no Senado votei pela recondução (do procurador-geral da República) Rodrigo Janot e acho que o Ministério Público Federal deve ter autonomia para investigar."

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