sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Maria do Carmo sugere prisão de Simão Jatene

Maria do Carmo sugere prisão de Simão Jatene

Maria do Carmo sugeriu prisão de Simão Jatene, por não cumprir ordem judicial

A assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a Prefeitura de Santarém e a Companhia de Habitação do Estado do Pará, está longe de ser a solução para o impasse da desocupação da área da margem esquerda da Rodovia Fernando Guilhon, destinada à construção de mais de 3 mil casas do programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”.
130 milhões de reais estavam disponíveis para a construção de casas populares em Santarém. Os recursos foram suspensos assim que a Caixa Econômica teve a informação de que a área estava ocupada. O residencial Salvação, como foi batizado, encontra resistência para o cumprimento da desocupação, já determinado pela Justiça há mais de 3 meses.
Com o risco iminente da suspensão definitiva dos recursos, a prefeita Maria do Carmo reuniu a imprensa em coletiva na manhã de terça-feira passada, e soltou toda a sua insatisfação: “Eu costumo esperar a ordem do Governador, agora se eu fosse a Juíza que tivesse dado a ordem, eu mandava prender algumas pessoas, que rapidamente essa desocupação seria feita. Eu não sei porque a autoridade judicial ainda não colocou pra valer a sua autoridade”, disse Maria.
Governador Simão Jatene acusado de não cumprir ordem da Justiça
A Prefeita mostrando a sua indignação foi determinada quanto à sua posição. “Eu não quero ter que responder para a população, que não teve “Minha Casa, Minha Vida” em Santarém, porque a Polícia Militar e o Governo do Estado demoraram em tirar as pessoas que invadiram a área”, enfatizou.
Os invasores alheios às posições institucionais, ordem judicial, e risco da suspensão dos recursos, mostram-se irredutíveis. Eles ao serem ouvidos pela imprensa, já deixaram claro que não querem as casas populares, mas querem construir suas próprias casas. Nesse caso, o confronto entre a Polícia e os ocupantes está evidenciado.
Uma das ocupantes, Ana Ferreira, sob os aplausos dos demais, chegou a anunciar: “Eu sou capaz de  me jogar no chão, no meio do meu barraco e a Polícia me mata, mas só me tira de lá morta”.
As obrigações da Prefeitura são a doação do terreno, e o cadastro. Mesmo com a promessa de que os invasores terão a garantia de uma unidade habitacional caso desocupem voluntariamente a área, não é suficiente pra convencê-los. A outra metade é por conta da Prefeitura fazer o cadastro das pessoas, para que a Caixa Econômica faça a análise, tanto do cadastramento sob a responsabilidade da COHAB, como da própria Prefeitura, estabelecido no acordo com 50 % para cada uma das instâncias (Municipal e Estadual).
A falta de confiança no poder público tem uma boa dose dentro desse contexto por parte dos invasores.
O acordo de cooperação entre os governos estadual e municipal, que acabou evidenciando a barganha de lideranças dos invasores, na garantia a obtenção de casa, conflita com a posição de parte deles.
Como no jogo de empurra ninguém se entende, os desdobramentos ainda estão longe de um consenso, principalmente depois que a Prefeita sugeriu a “prisão dos responsáveis pela desocupação”, deixando subentendido, que até o Governador estaria passível, diante do descumprimento de uma ordem judicial.
Pior que isso, é saber que o vice-Governador, o santareno Helenilson Pontes, tem se mostrado alheio, não apenas a esse imbróglio, mas a tudo o que é de interesse desta região.
Por: Carlos Cruz

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