NÃO VAI TER GOLPE, VIVA A DEMOCRACIA.

 

 Nem a comissão controlada por Cunha atinge 2/3 dos votos para dar o golpe.
Já era mais do que sabido pelos próprios governistas que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) venceria na comissão na Câmara dos Deputados que analisa se o processo do golpe do impeachment iria a plenário ou não. Pois a maioria dos deputados foram escolhidos a dedo, da confiança do Cunha.

Mesmo assim, nem nesta comissão Cunha conseguiu 2/3 dos votos, o que é uma amostra de que os golpistas não tem votos suficientes para dar o golpe.

Nesta comissão 38 deputados golpistas votaram a favor de dar continuidade ao golpe do Cunha, contra 27 deputados legalistas que votaram para arquivar o golpe. Se essa comissão já fosse a decisão do plenário que decidisse pela autorização do impeachment, o golpe não teria passado, pois os golpistas precisariam de 44 votos, enquanto os legalistas precisariam só de 22 votos para barrar.

Aliás Cunha não conseguiu os 2/3 dos votos nem dentro do PMDB, seu partido e do vice traidor Michel Temer. Deu quase empate: 3 deputados foram legalistas e 4 foram golpistas.

Isso ocorreu em uma comissão controlada pelo Cunha. No plenário da Câmara, com todos os 513 deputados, Cunha tem controle sobre uma bancada menor.

Mas quem barra o golpe é a gente na ruas e nas redes, então nada de acomodação. Até domingo todo mundo na atividade contra o golpe.

Eis a lista dos deputados golpistas nesta comissão:


Ordenados por Estado
Deputados Golpistas (38)PartidoEstadoVoto
Elmar NascimentoDEMBASim ao golpe
Lúcio Vieira LimaPMDBBASim ao golpe
Jutahy JuniorPSDBBASim ao golpe
Benito GamaPTBBASim ao golpe
Danilo FortePSBCESim ao golpe
Tadeu AlencarPSBCESim ao golpe
Ronaldo FonsecaPROSDFSim ao golpe
Evair de MeloPVESSim ao golpe
Jovair ArantesPTBGOSim ao golpe
Marcelo AroPHSMGSim ao golpe
Weliton PradoPMBMGSim ao golpe
Leonardo QuintãoPMDBMGSim ao golpe
Eros BiodiniPROSMGSim ao golpe
Marcos MontesPSDMGSim ao golpe
Paulo Abi-AckelPSDBMGSim ao golpe
Laudivio CarvalhoSDMGSim ao golpe
Nilson LeitãoPSDBMTSim ao golpe
Mendonça FilhoDEMPESim ao golpe
Fernando Coelho FilhoPSBPESim ao golpe
Rogério RossoPSDPISim ao golpe
Carlos SampaioPSDBPRSim ao golpe
Fernando FrancischiniSDPRSim ao golpe
Rodrigo MaiaDEMRJSim ao golpe
Júlio LopesPPRJSim ao golpe
Jhonatan de JesusPRBRRSim ao golpe
Shéridan Estérfany Oliveira de AnchietaPSDBRRSim ao golpe
Osmar TerraPMDBRSSim ao golpe
Jerônimo GoergenPPRSSim ao golpe
Luiz Carlos BusatoPTBRSSim ao golpe
Mauro MarianiPMDBSCSim ao golpe
Paulo MalufPPSPSim ao golpe
Alex ManentePPSSPSim ao golpe
Marcelo SquassoniPRBSPSim ao golpe
Eduardo BolsonaroPSCSPSim ao golpe
Marco FelicianoPSCSPSim ao golpe
Bruno AraújoPSDBSPSim ao golpe
Bruno CovasPSDBSPSim ao golpe
Paulinho da ForçaSDSPSim ao golpe


Deputados pela Democracia (27)PartidoEstadoVoto
José RochaPRALNão ao golpe
Roberto BrittoPPBANão ao golpe
Paulo MagalhãesPSDBANão ao golpe
BacelarPTNBANão ao golpe
Weverton RochaPDTMANão ao golpe
Junior MarrecaPENMANão ao golpe
João Marcelo SouzaPMDBMANão ao golpe
Valtenir PereiraPMDBMTNão ao golpe
José GeraldoPTPANão ao golpe
Aguinaldo RibeiroPPPBNão ao golpe
Silvio CostaPTdoBPENão ao golpe
Flavio NogueiraPDTPINão ao golpe
Aliel MachadoRedePRNão ao golpe
Jandira FeghaliPCdoBRJNão ao golpe
Leonardo PiccianiPMDBRJNão ao golpe
Chico AlencarPSOLRJNão ao golpe
Benedita da SilvaPTRJNão ao golpe
Wadih DamousPTRJNão ao golpe
Vicentinho JúniorPRRNNão ao golpe
Édio LopesPRRRNão ao golpe
Henrique FontanaPTRSNão ao golpe
Pepe VargasPTRSNão ao golpe
Orlando SilvaPCdoBSPNão ao golpe
Arlindo ChinagliaPTSPNão ao golpe
José MentorPTSPNão ao golpe
Paulo TeixeiraPTSPNão ao golpe
Vicente CandidoPTSPNão ao golpe

Em tempo: Essa comissão não vale nada ainda, apenas não arquivou, empurrando a decisão para frente. A decisão mais importante na Câmara é a votação no plenário pelos 513 deputados, que deve ocorrer no próximo domingo. Basta haver 172 deputados legalistas para barrar o golpe.

Bateu desespero em Temer: Vazamento do áudio revela fraqueza do golpe.

Se a dupla Cunha-Temer tivesse votos suficientes para dar o golpe, não pagaria o mico de vazar o áudio em que o vice-presidente "ensaiava" o discurso para comemorar o golpe que ainda não foi votado (só será votado no dia 17).

O vazamento expõe Temer à imagem de traidor que está conspirando para tomar o lugar da presidenta pelo golpe, de quem senta na cadeira antes do resultado, e ainda de trapalhão, pois diz que o áudio foi compartilhado "sem querer".

Além disso o discurso é ruim de doer, demonstrando que ele não tem estofo para ocupar a presidência.

Mas tem uma função: é o desespero de querer enganar trouxa para parecer que o impeachment será aprovado, tentando influir no voto de deputados indecisos.

Só que o efeito pode ser o contrário. Ulisses Guimarães dizia que no Congresso tem de tudo, menos trouxa. Se Temer tivesse de fato os votos suficientes para o impeachment não cairia em mais esse ridículo, depois daquela desastrosa carta à presidenta. Com esse desespero ele mostra que Cunha e ele não tem os votos dos deputados em número suficiente para dar o golpe. Demonstra fraqueza. E fraqueza ajuda os indecisos a irem para o outro lado.

Na Câmara e nas urnas, faltam votos para Cunha dar o golpe

Se a presidenta atravessa um momento de popularidade baixa, a da Câmara dos Deputados é pior e pode cair ainda mais, ao flertar com o golpe contra a soberania do voto popular
por Helena Sthephanowitz, para a RBA publicado 11/04/2016 10:52
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Se a presidenta atravessa um momento de popularidade baixa, a da Câmara dos Deputados é pior e pode cair ainda mais, ao flertar com o golpe contra a soberania do voto popular
Marcelo Camargo / Fotos Públicas
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Impeachment sem crime de responsabilidade não existe. É golpe mesmo. E crime de responsabilidade não é e nunca foi "pedalada". Teria de ser coisa muita séria, como colocar em risco a integridade do território nacional, trair a pátria em caso de guerras ou a serviço de governos estrangeiros, conspirar contra a democracia e a ordem constitucional ou, claro, roubar os cofres públicos.
A presidenta Dilma Rousseff não cometeu nenhum destes crimes. Ironicamente, muitos dos parlamentares que querem derrubá-la estão sendo acusados de vários ilícitos. O fato causa espanto na imprensa internacional: no Brasil, políticos acusados ladroagem, em vez de serem afastados, se juntam para derrubar uma presidenta honesta e tomar o lugar dela no governo.
Deveria causar espanto na imprensa nacional também, mas nossa chamada grande imprensa se posiciona ao lado dos acusados de ladroagem e a favor do golpe.
E a versão corrente do golpe é inventar um "terceiro turno", mas sem o voto do povo, com eleição indireta nos moldes em que era o colégio eleitoral da ditadura. Na prática é uma eleição entre Dilma e o vice Michel Temer, onde só 513 deputados podem votar. E 342 votos dos senhores deputados anulam e jogam no lixo 54,5 milhões de votos populares.
A crise política não é só responsabilidade da presidência da República, é também da Câmara dos Deputados por ter elegido alguém como Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para presidente da Casa e que, aliado à oposição, impõe a política da sabotagem, do "quanto pior, melhor". A política de atrapalhar em vez de trabalhar.
E se a presidenta atravessa um momento de popularidade baixa, a popularidade da Câmara dos Deputados é pior. A crise de representatividade da Câmara pode ser até medida nas últimas eleições de 2014, quando foram registrados um número muito maior de votos nulos, brancos e inválidos para deputados federais do que para presidentes.
A média de votos recebidos pelos 513 deputados eleitos em 2014 foi 113.341 votos por por parlamentar. Se considerarmos que 342 parlamentares é o número necessário para dar o golpe, eles representariam - se é que representam mesmo - cerca de 39 milhões de votos que os elegeram. Bem menos do que os 54,5 milhões de votos populares que Dilma teve.
Então nem o argumento, por si só fora da lei, de que o impeachment seria um julgamento apenas político serve, pois não passa de golpe de apenas parte dos deputados, com representatividade popular bem menor do que a presidenta.
E estes números mostram que os próprios deputados colocam seus pescoços na guilhotina ao flertarem com o golpe contra a soberania do voto popular. Afinal, se 54,5 milhões de votos para presidente não valerem, por que os 113 mil votos em cada deputado valeriam? Ainda mais representados na figura do presidente da Casa, Eduardo Cunha, flagrado com contas clandestinas na Suíça e já citado algumas vezes em delações premiadas da Lava Jato.
Como são poucos os deputados dispostos a entregarem seus pescoços à guilhotina da fúria popular, é cada vez menor a disposição de levar adiante o golpe.
Ainda que o governo enfrente vários problemas, e com toda a crise política e econômica, é da presidência da República que ainda vêm algumas boas notícias sobre coisas que melhoram a vida das pessoas – casas e escolas sendo inauguradas, por exemplo. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados só tem produzido para o povo brasileiro notícias ruins e escândalos, devido à pauta negativa imposta por Cunha e pela postura de parte do Legislativo do "quanto pior, melhor". A rigor, a maior crise política está na Câmara.
A solução começaria pela mudança de postura da Câmara dos Deputados: em vez de passar as 24 horas do dia conspirando em torno do golpe palaciano, é preciso trabalhar pelo bem do país e do povo brasileiro. Os incendiários golpistas só têm a oferecer o caos da instabilidade e da explosão da insatisfação popular.


Golpistas fracassam: Só Lula subiu no Datafolha e lidera pesquisas para eleições presidenciais.


Mesmo sob intenso bombardeio da Globo e perseguição política por setores do poder judiciário, Lula foi o único que subiu na pesquisa do Datafolha. E virou, assumindo a liderança.

Mesmo Marina Silva, longe do fogo cruzado no noticiário, oscilou para baixo em três dos quatro cenários pesquisados, ficando atrás de Lula, em empate técnico. Em um caso fica 4 pontos abaixo de Lula.

Todos os três pré-candidatos tucanos despencaram. Aécio "o chato", que ainda liderava a pesquisa de dezembro passado, despencou 10 pontos caindo para terceiro lugar. Em outra simulação colocando Alckmin e Serra candidatos por outros partidos, Aécio fica 9 pontos atrás de Lula.

Alckmin Merendão caiu de 14 para 9 pontos desde dezembro e fica em empate técnico com Ciro Gomes e Jair Bolsonaro (8 pontos). Em outro cenário, fica em sétimo lugar com apenas 5 pontos, empatado com Serra, e atrás de Sérgio Moro (8 pontos) e de Ciro Gomes e Bolsonaro (6 pontos cada).

Serra também despencou de 15 para 11 no melhor cenário. E caiu para o sétimo lugar, empatado com Alckmin com apenas 5 pontos no cenário citados acima.

A adesão ao golpe corrupto, a aliança golpista com Eduardo Cunha, a política do "quanto pior, melhor" devastou os tucanos.

O Datafolha também mostrou que a rejeição a Michel Temer, poupado na mídia, é a mesma de Dilma. E registrou a diminuição do número de pesquisados que apoiam o golpe.

Apesar do Datafolha não ser muito confiável, mostra a tendência da preferência popular pelo lulismo e a decadência dos golpistas.

Perdeu, Globo. Não dá para enganar a todos o tempo todo.

Autora do pedido de impeachment mamou nos cofres público nos governos de FHC e Alckmin


Autora do pedido de impeachment trabalhou nos governos de FHC e Alckmin
Janaína Paschoal exerceu funções de assessoria especial e técnica
Trecho do Diário Oficial da União com a exoneração da autoria do impeachment de Dilma


A advogada Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, trabalhou como assessora especial do Ministério da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso e como assessora técnica de gabinete na gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, partido que lidera o movimento pela destituição da chefe do Executivo.

No arquivo do Diário Oficial da União (DOU), do dia 24 de julho de 2002, há a informação de exoneração de Janaína do cargo de Assessor Especial do Ministro de Estado da Justiça, pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

Já no governo de Geraldo Alckmin, Janaína presidiu uma das comissões especiais destinadas a apresentar propostas de alteração de plano de carreira e critérios de promoção nas polícias Civil, Militar e Técnico-Científica, de acordo com informação disponível no site da Secretaria de Segurança Pública do Governo do Estado de São Paulo.
Na última segunda-feira (4), um discurso raivoso de Janaína, em frente à Faculdade de Direito da USP, em que ela pedia a morte da "República da Cobra" e afirmava que Deus a ajudaria a derrubar "a Cobra", chamou a atenção e acabou virando piada nas redes sociais.As informações estão no Jornal do Brasil

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